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Domingo, 16 de Dezembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

MEMÓRIA DE FLORIANÓPOLIS Desterro, Floriano e a República

Desterro deixou de existir há 120 anos, por pura bajulação ao marechal Floriano Peixoto, um dos líderes da Proclamação da República

Carlos Damião
James Tavares/Divulgação/ND
A placa em homenagem a Floriano arrancada há 35 anos: simbolismo

O 15 de Novembro é muito marcante em Florianópolis, nos nomes dos logradouros públicos, nas lembranças gerais da Proclamação da República e até no nome da cidade – homenagem a um dos marechais que lideraram a derrubada da monarquia, em 1889, Floriano Peixoto.

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É curioso que Floriano está no nome da Capital há 120 anos, mas é banido da memória local, não dá nome a praças ou ruas, ao contrário de outras capitais e grandes cidades. Essa repulsa tem uma relação direta com o massacre de Anhatomirim, onde 185 desterrenses foram fuzilados em 1894, num dos episódios mais sangrentos da Revolução Federalista, que marcou os primeiros anos da República. É um dos raros personagens da maçonaria e do Exército na Velha República que não são cultuados na cidade (Deodoro, o primeiro presidente, é nome de rua em Florianópolis).

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Em 1979, quando a proclamação completava 90 anos, o último presidente da ditadura militar, João Figueiredo, mandou instalar placa de bronze na Praça 15 de Novembro – a praça da República – assinalando uma homenagem do governo brasileiro ao marechal.

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A data de inauguração da placa, 30 de novembro de 1979, foi justamente o dia da Novembrada, um levante popular contra o regime militar. A massa, na praça, até não era muito grande no início das solenidades oficiais, mas engrossou à medida que o protesto aumentava, com palavras de ordem exigindo democracia, constituinte, anistia, fim da inflação, entre outras. No auge da manifestação, João Figueiredo, que estava na sacada do Palácio Cruz e Sousa, reagiu aos populares com gestos de irritação, causando ainda mais tumulto.

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Foi no meio dessa confusão que um grupo de florianopolitanos irados, muitos deles jovens, resolveu destruir a placa em homenagem a Floriano Peixoto, que já estava instalada no local escolhido – no lado Sul da figueira. Foram momentos tensos, com muita repressão policial, mas ficaram marcados para a História pela rejeição da cidade à ditadura militar e a Floriano, personagem símbolo da República e da violência contra a Revolução Federalista.

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A placa foi guardada pelo coronel Nilo Marques, da PM, que a conservou em casa até 2009, quando foi repassada à Casa da Memória, por se tratar de uma relíquia histórica.

Literatura

Doze novos escritores aguardam com ansiedade a próxima quinta-feira, 20 de novembro, quando serão lançadas obras do programa Cem Cópias, Sem Custo, coordenado pela Secretaria de Estado da Administração, por meio da Imprensa Oficial. Com o objetivo de incentivar autores, compositores e artistas catarinenses, carentes de recursos, o programa fornece a primeira tiragem de graça. O lançamento das obras será às 19h30, no CIC (Centro Integrado de Cultura).

Poesia

Mario Benevides lança nesta segunda-feira, 17, às 19h, no Emporium Bocaiúva, seu quarto livro, “Os Olhos Delas”, de poesia. Consultor em sustentabilidade, Benevides buscou no universo feminino a inspiração para compor a obra. Helenita Santos Cruz é autora das ilustrações.

Interinidade

Presidente da Câmara de São José, Sanderson de Jesus (PMDB), assume a prefeitura nesta segunda-feira, pelo período de uma semana. A prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) estará em viagem e o vice-prefeito José Natal Pereira (PSDB) está de férias.

Náutica

A Acatmar (Associação Náutica Catarinense para o Brasil) comemora seis anos de fundação nesta segunda-feira, 17. A entidade reúne associados para eleger a nova diretoria à noite, na Marina 3 Mares, em Biguaçu. Mané Ferrari, atual presidente, será reconduzido ao cargo.

Vozes

"Onde estão as vozes de Florianópolis?". Cobrança de uma amiga da coluna, na sexta-feira, querendo saber por que lideranças da cidade não se posicionam sobre a Operação Ave de Rapina e todas as suas graves consequências.

Sacudida

O rolo ainda é muito grande na Câmara de Florianópolis, abalada pela Operação Ave de Rapina. Caberá ao presidente interino, Jerônimo Alves, juntar os cacos, apaziguar a casa e conduzir a sucessão de Cesar Faria, que oficialmente só renuncia nesta segunda-feira, 17. A Câmara precisará de uma sacudida. Não vai ser fácil, porque há muitos vícios históricos em suas entranhas – que, aliás, não foram superados pela Operação Moeda Verde (2007), só se ampliaram.

Mofas

Prefeitura de Balneário Camboriú já viveu melhores tempos. Tentou impedir a realização da Parada da Diversidade, neste domingo, 16, sob a alegação de que só a administração municipal pode promover eventos públicos na cidade. Mas o Ministério Público estadual garantiu a parada na Justiça.

Chris Mayers/Divulgação/ND

A melhor

A suíça Gardi Hutter, considerada a melhor palhaça do mundo, apresenta, neste sábado e domingo (15 e 16), o espetáculo ‘Joana D’Arpo’, no Circo da Dona Bilica. Gardi está em Florianópolis desde o dia 8 deste mês, quando se apresentou no Ri Catarina. O espetáculo encerra sua passagem pela capital catarinense, em grande estilo e muitas gargalhadas.

Divulgação/ND

Alívio

Trabalhadores da Comcap voltaram ao trabalho na sexta-feira (14) pela manhã, trazendo alívio para os moradores e comerciantes da capital catarinense. Montanhas de lixo acumuladas durante dois dias da paralisação foram recolhidas durante horas de atividades.

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