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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Homem que impediu mostra de filmes de estudantes explica sua atitude

Ele alega ser pai de duas alunas da EBM Maria Tomázia, no Santinho, e que não concorda com a temática utilizada na atividade pedagógica-cultural

Carlos Damião
29/08/2018 13h17

 

Apesar de não ter sido citado nominalmente neste espaço, o candidato a deputado federal (PMN)  Alexandre Gonçalves de Paiva enviou à coluna o texto a seguir, em que relata a sua versão do ocorrido na EBM Maria Tomázia Coelho, no Santinho, dia 23/8, quando seriam exibidos curtas produzidos pelos alunos sobre o tema “Os Jovens e a Diversidade”. A mostra foi suspensa naquele dia.

O relato:

 

“Be (bi) you (2’ 35”)

Uma menina que engravida de seu ex-namorado se vê apaixonada por uma outra menina. Pode parecer simples de entender, mas a família e nem o futuro pai conseguem aceitar.”

 

“Minha liberdade é poder ser eu (2’ 49”)

Um casal formado por um homem e uma mulher percebe que não está contente em seu relacionamento e marcam de se encontrar para conversar. Essa conversa termina de uma forma inesperada.”

 

Estas são algumas das sinopses dos curtas que alunos do colégio público onde estudam as minhas filhas, o Maria Tomazia Coelho, no Santinho, em Florianópolis, produziram em uma atividade extracurricular. Os curtas seriam passados ao público na data de 23/08/18 às 20h.

 

Seriam.

 

Antes da exibição, pela manhã, estive na escola e conversei com a diretora a respeito dessa mostra de cinema produzida pelos alunos da escola (lembrando: crianças de 9 a 16 anos) com a orientação e argumentação dos professores.

 

Questionei a diretora quanto à LEGALIDADE dessa mostra, apenas isso, já que envolve claramente temas envolvendo sexualidade. Ao meu ver um tema que cabe aos pais debaterem com seus filhos, baseado em seus princípios morais, éticos e também religiosos.

 

Entreguei à diretora uma notificação extrajudicial, onde solicitava à mesma que cumprisse a lei vigente quanto ao tema. Ela se negou a assinar, disse que teria de conversar com os professores e com o secretário de educação do município, e me pediu que retornasse no final da tarde, duas horas antes da exibição.

 

Assim o fiz.

 

Chegando lá, ela me chamou até o auditório, onde estava reunida com os professores. Ao chegar na sala, todos me receberam com enorme animosidade, um clima de ódio tomava a sala.

 

Ali pude explicar aos professores os motivos que me levaram a tomar essa atitude, e qual não foi minha surpresa quando fui praticamente expulso da sala por um dos professores, com as acusações de sempre sobre “intolerância”.

 

Além disso, disseram QUE NÃO ASSINARIAM A NOTIFICAÇÃO e que exibiriam sim os filmes.

 

Eu disse ok, disse que acompanharia a mostra, filmaria o conteúdo e após isso tomaria as medidas cabíveis, caso identificasse qualquer problema legal.

 

Sai da escola e disse que voltaria dali uma hora, no horário previsto para a apresentação. Quando entro na sala, percebo que a mostra havia sido CANCELADA.

 

Encontro um professor lendo a notificação aos pais e alunos presentes, e os professores que produziram o evento estavam com uma mordaça na boca, como se estivessem sendo censurados.

 

Um teatrinho daqueles mais canastrões.

 

O professor que lia a carta, dizia aos pais presentes que eu os teria proibido de passar os filmes, devido à minha intolerância à diversidade.

 

Daí em diante foi uma lamentável demonstração de falsas acusações até que pedi a palavra e pude falar aos pais A VERDADE.

 

Se tinham desistido de mostrar os filmes, é porque algo ali não estava conforme a legislação vigente. A orientação para não passar foi do secretário de educação do município (conforme os mesmos acabaram dizendo em seguida), que muito provavelmente identificou alguma ilegalidade.

 

Eu tenho filmagens do acontecido, estamos editando e postarei assim que possível.

 

No mais, deixo aos amigos um pedido: 

NAO ACEITEM CALADOS O QUE ESTÃO FAZENDO COM NOSSOS FILHOS NAS ESCOLAS!”

 

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