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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Florianópolis, uma cidade cujos moradores não sabem lidar com seus resíduos

Greve dos trabalhadores da Comcap durou um dia, mas as pessoas entulharam as ruas com montanhas de lixo, sem qualquer responsabilidade ou espírito de coletividade

Carlos Damião

Montanha de lixo ao lado da sede da prefeitura (Rua Trajano) - Carlos Damião
Montanha de lixo ao lado da sede da prefeitura (Rua Trajano) - Carlos Damião


A greve dos trabalhadores da Comcap, que teve início na segunda-feira, foi encerrada nesta terça (4/9), com a volta gradual dos serviços de coleta, conforme informou o ND no começo da tarde.

Quem circulou pela manhã na região central pôde perceber, mais uma vez, como a situação da cidade se torna caótica quando os funcionários da autarquia de Florianópolis decidem parar as atividades – em geral, por causa de reivindicações salariais ou relacionadas a equipamentos de trabalho.

Na  Rua Deodoro, transtorno para os pedestres - Carlos Damião
Na Rua Deodoro, transtorno para os pedestres - Carlos Damião


O que espantou, de novo, foi a falta de educação generalizada e a ausência de espírito coletivo e de cidadania: o lixo de lojas, escritórios e restaurantes foi amontoado em diversos pontos da cidade, mesmo com os responsáveis sabendo que a coleta estava paralisada. Aparentemente, pouca gente se importa com a desordem causada e adota o conceito de “se livrar” do incômodo, transferindo-o para a municipalidade. Na verdade, a produção e destinação de resíduos precisariam ser encaradas como responsabilidade de todos. Tanto moradores, quanto comerciantes, deveriam adotar uma política de gestão de seus próprios resíduos, como acontece com alguns estabelecimentos – os shoppings, por exemplo, têm câmaras frias para o lixo orgânico, que só sai no horário do recolhimento.

Na caminhada pelo Centro, logo cedo, percebi que apenas um edifício de escritórios e clínicas, o Atlas, na Rua Tenente Silveira, armazenou os sacos de lixo num pequeno depósito chaveado, até que a situação fosse normalizada.

Como disse o leitor Reinaldo Joceli de Souza, advogado, “cuidar dos resíduos é uma questão de educação, não necessariamente acadêmica”.

Outro leitor, Foca, comentou no meu Facebbok, onde publiquei uma foto mostrando lixo acumulado na Rua Deodoro, que concorda com minha crítica, mas faz reparos: “As pessoas são responsáveis pelo lixo que produzem e esse hábito (ou educação) de botar na rua é difícil de mudar. Mas as pessoas pagam para ter o serviço de coleta, e não estão tendo. Por isso as greves são tão nefastas - é o individual pisando no coletivo”.

Esquina das ruas Felipe Schmidt e Jerônimo Coelho - Carlos Damião
Esquina das ruas Felipe Schmidt e Jerônimo Coelho - Carlos Damião



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