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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Florianópolis deu uma lição de cidadania

Cidade é uma das poucas capitais em que, até agora, não houve repressão policial nem confrontos violentos nas ruas

Carlos Damião
Débora Klempous
Manifestações em Floripa

 

Florianópolis, até aqui, destacou-se como uma das poucas capitais brasileiras que não viveram a triste combinação entre manifestações pacíficas e ataques bárbaros ao patrimônio público e privado. Por mais estranho que possa parecer, essa característica dos protestos de 2013 revela que a estratégia governamental para enfrentar o problema das ruas da Capital foi acertada. Ao contrário de São Paulo, onde a primeira manifestação – pacífica – pela redução da tarifa de ônibus foi reprimida com extrema violência pela Polícia Militar, em Santa Catarina houve exatamente o contrário: a PM portou-se com extrema inteligência, não aceitou provocações, acompanhou as manifestações de forma civilizada e chegou a receber elogios e cumprimentos dos manifestantes (foto). Talvez esse ensinamento de polícia cidadã possa ser repassado a outras corporações do país, porque, até aqui, tem sido uma marca que diferencia as cidades catarinenses de grande parte dos centros urbanos brasileiros, que vivem situações de confronto impressionantes.

 

Arquivo Carlos Damião - 2/6/13
Manifestações em Floripa

 

Há nove anos

Não foi sempre assim, pelo menos em Florianópolis. Acompanhei os confrontos entre Polícia Militar e manifestantes que se espalharam pelas ruas centrais, protestando contra a elevação das tarifas do transporte coletivo, nos anos de 2004 e 2005. Os atos de vandalismo, naqueles dois anos, foram claras respostas à falta de diálogo e ao poderio militar nas ruas, com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, batalhão de choque e outros aparatos.

Na paz

Parece nítido que o comportamento da Polícia Militar catarinense segue uma lógica desenvolvida pelo governador Raimundo Colombo, pelo secretário Cesar Grubba e pelo comandante da PM, coronel Nazareno Marcineiro. A lógica de que não é possível tratar manifestações legítimas com demonstrações de força que só devem aparecer no combate ao crime organizado. Quem está nas ruas protestando pacificamente não é bandido.

Guerra civil

“Pedimos que evitem as ruas”. Era o apelo de autoridades, políticos e lideranças de Belo Horizonte no início da noite de quarta (26), diante do cenário de verdadeira guerra civil em que se transformaram as ruas da capital mineira. Aliás, tem sido assim em todas as cidades onde as manifestações pacíficas se transformam em atos de barbárie. Florianópolis, repito, foi a única exceção, até agora, no contexto de guerrilha urbana das grandes cidades brasileiras.

Os bandidos

Amigos mineiros observavam, na quarta (26) à noite, que o povo daquele Estado não é chegado em violência, muito pelo contrário. Há suspeitas, que se repetem em outras grandes cidades, de que grupos radicais, a serviço de interesses escusos, estão sendo financiados para praticar atos de vandalismo.

Padrão

Pelas redes sociais, apareceram interpretações inteligentes sobre a questão da violência praticada em Belo Horizonte. Daniel Ferro anotou: “Tem um padrão aí? Manifestação vai pacífica até a bola rolar. Com as atenções do mundo voltadas para o jogo, o pau começa a cantar. Hum...”.

Média pura

Há grandes controvérsias em relação às respostas que o Congresso Nacional tem dado às manifestações de ruas. Obviamente, entre juristas e advogados – como registrou o catarinense Leoberto Caon – a aprovação da medida que transforma corrupção em crime hediondo tem aparência de “média pura”, porque “o Congresso acuado pelo povo vota tudo, sem maiores cuidados e de duvidosa eficácia futura”.

Plateia

“Do jeito que estão comemorando, até parece que antes corrupção não era crime”. Tuitada do jornalista Rogério Kiefer (‏@rogeriokiefer), sobre a aprovação pelo Congresso de lei que pune com mais rigor a corrupção no Brasil.

Contraponto

"O Ministério Público, ao contrário do que se afirma, embora sujeito a excessos, erros e até (mesmo excepcionalmente) corrupção, não é órgão de acusação. Está apenas comprometido com a sociedade que representa. Ou seja, não acusa por acusar e pode e deve pedir a absolvição, caso seja comprovada a inocência do réu". Mensagem que recebi do promotor público Affonso Ghizzo Neto, a propósito da polêmica PEC-37, derrubada pela Câmara Federal na noite de terça-feira (25).

Inovação

A Clear Educação promove nos dias 26 e 27 de julho, no Majestic Palace Hotel, o workshop sobre modelos de negócios inovadores, que chega a sua 5ª edição, ministrado pela consultora Maria Augusta Orofino. Guta, como é chamada, lembra a importância da inovação, que, naturalmente, impulsiona empresários a superar antigos modelos de negócios.

Aposentadorias

O Centro de Saúde do Servidor, ligado à Secretaria da Administração, está com as inscrições abertas para o grupo de preparação para a aposentadoria dos servidores estaduais, que começa em agosto e só tem 10 vagas. De acordo com relatos de participantes anteriores, é importante a preparação, pois os aposentados acabam se deparando com maior tempo ocioso e o corte de vínculos de amizades motivadas pelo trabalho. Mais informações aos interessados no (48) 3665-1709.

 

Divulgação Ricardo Pereira
Centro Sul

 

Eventos

Eugênio Neto, presidente do Convention Bureau de Florianópolis e Cristiane Martins que retornou para a gestão do Centro Sul, durante o encontro de quarta (26), com o trade de turismo. O Centro Sul está comemorando 15 anos este mês e foi um dos responsáveis por transformar a capital catarinense num dos destinos mais importantes do turismo de eventos no Brasil.

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