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Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2019
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Mais sobre o terreno da UFSC que deve ser cedido (ou devolvido) a Florianópolis: foi doado no governo de Luiz Henrique, apesar da previsão de duplicação da rua Antônio Edu Vieira

Carlos Damião

Recebo anotações de algumas pessoas sobre essa complexa questão da faixa de terra doada por Santa Catarina à UFSC e que é indispensável à duplicação da rua Deputado Antônio Edu Vieira. Leonardo Schmidt explica: “Antes de mais nada é necessário esclarecer que a Lei Estadual nº 13.000, de 18 de junho de 2004, é a origem de toda essa pendenga com a UFSC sobre a cessão da área para a duplicação da rua Antônio Edu Vieira. Sancionada pelo então governador Luiz Henrique, ‘coincidentemente’ três meses antes da eleição municipal e logo após a prefeita Angela Amin ter firmado o contrato de financiamento do Fonplata para a execução da duplicação. Por essa lei o Estado doou a área que sempre esteve reservada para o alargamento da via!”. Claro que, uma vez “proprietária” da área, a UFSC viu-se no direito de criar todas as dificuldades que temos testemunhado há pelo menos dez anos. Mais observações: “O chefe de gabinete da UFSC afirmou na audiência pública que a universidade será compensada pela prefeitura por ‘estar abrindo mão de um patrimônio tão valorizado, com valor estimado superior a R$ 80 milhões’”. Ainda: “O professor e vereador Lino Peres disse que o planejamento da cidade está totalmente errado, pois em decorrência dos transtornos que provocam, grandes empreendimentos e nem o Centro Administrativo do Estado e muito menos o aeroporto deveriam estar localizados na Ilha. Mas o professor não respondeu à pergunta de um morador do Santa Mônica sobre, se dentro dessa lógica, a UFSC também não deveria estar localizada fora da Ilha! Ou seja, meu pirão primeiro...”.

O Conselho

A pedido de leitores, segue a composição do Conselho Universitário da UFSC: reitora Roselane Neckel, vice-reitora Lúcia Helena Martins Pacheco, professores Julian Borba, Joana Maria Pedro, Jamil Assreuy Filho e Edison da Rosa; mais diretores, vice-diretores titulares ou suplentes dos 11 centros de ensino, quatro representantes das câmaras (Graduação, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação), representantes dos professores de educação básica, da comunidade (federações), do corpo técnico-administrativo da universidade e do corpo discente (alunos).

Falta cadeia

Autoridades policiais, em especial da PMSC, têm manifestado preocupação cada vez maior com a escalada do crime na Grande Florianópolis. E uma questão aflora ao debate: se a lei mudar, mandando para a cadeia todos os chinelões que praticam esses crimes, haverá cárcere suficiente? A resposta é simples: a lei mudou exatamente porque não há cadeia para todos.

Estender a mão

O que há nas ruas da Grande Florianópolis é uma dura realidade social e de saúde: o elevado consumo de crack. Diminuir a dependência, por meio de medidas emergenciais, abrangendo uma ampla força-tarefa, é a única forma de reduzir a violência. Mas quem se dispõe a enfrentar um problema que afeta toda a sociedade? Como me disse o secretário de Assistência Social de São José, Lédio Coelho, “é preciso estender a mão” para a população de rua.

Sangue novo

Boa praça Joel Costa Júnior, fundador da União da Ilha da Magia, é o novo presidente da Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis). Derrotou Carlos Henrique Bittencourt na eleição realizada na quarta-feira, 30 de abril. Jovem, Joel tem a chance histórica de revitalizar e dinamizar o Carnaval na capital catarinense. Menos dependência do poder público é um dos desafios.

Quanto pior...

Uma reflexão sobre a campanha presidencial, que nem começou oficialmente mas já está bombando nas redes sociais: por que os adversários concentram energias na desconstrução dos adversários? Não se vê um pingo, um mínimo de projeto razoável para o futuro do Brasil. Tudo que sai na internet é marcado pelo ódio, pela intolerância, pela estupidez.

Trajetórias

Moacir Marafon (Softplan), Cesar Olsen (Olsen) e José Antunes (Engevix) são os palestrantes da quinta edição do Ponto da Virada, evento corporativo marcado para o dia 7 deste mês, na Fiesc, a partir das 19h15, com apoio do Grupo RIC. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.pontodavirada.com.

Celular e volante

“Se um policial ficasse parado por 10 minutos só observando os motoristas na avenida Beira-Mar Norte (ou qualquer outra avenida movimentada nas grandes cidades), pegaria no mínimo uns 20 motoristas com uma mão no volante e outra no celular. Incrível a quantidade de motoristas guiando e falando ao telefone ao mesmo tempo! E ninguém tem medo de ser multado!”. Observação de Leonardo Contin da Costa. Acrescento: ninguém tem medo de perder o controle do veículo.

Disse tudo

"Esse negócio de que todo mundo é macaco é tão retardado, mas tão retardado, que me recuso a comentar mais que isso”. Clarissa Peixoto, nas redes sociais.

 

Divulgação/ND

 

Relíquias...

Abre na segunda-feira (5), no Palácio Cruz e Sousa, a exposição Memória da Aéropostale, realizada pela AMAB (Associação Memória da Aéropostale no Brasil) e o Raide Latécoère. Uma ótima oportunidade para conhecer a história da companhia fundada na França em 1918 e que tinha Florianópolis (campo de aviação do Campeche) como rota obrigatória.

... da aviação

Em Santa Catarina, a professora Mônica Cristina Corrêa, ligada à Fapesc, uma das grandes pesquisadoras dessa história, é a curadora do evento. Uma das questões mais fascinantes da Aéropostale é a ligação do escritor Antoine de Saint-Exupéry com Florianópolis. Ele teria pousado aqui algumas vezes, tornando-se amigo de pescadores do Campeche.

 

Divulgação/ND

 

Nossa vez

Não é mesmo à toa que o espetáculo “Allan Kardec – Um Olhar para a Eternidade”, já fez mais de 200 apresentações com casa cheia em teatros brasileiros. Dados do IBGE apontam que o número de espíritas no país cresceu 65% na última década. Agora, a peça chega ao Estado nas próximas semanas.

* * *

Depois de Lages, Joinville e Blumenau, Florianópolis encerra a turnê com duas sessões no Teatro do CIC no dia 18 deste mês. Na imagem, o ator Rogério Fabiano, que interpreta o educador e escritor francês Allan Kardec.

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