Publicidade
Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 18º C

Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Debate metropolitano tem 33 anos

Associações dos Municípios da Grande Florianópolis articulou o Aglomerado Urbano para buscar soluções. E nada até hoje...

Carlos Damião

Por que no passado os dirigentes públicos se preocupavam com os destinos da Grande Florianópolis? E por que iniciativas importantes não tiveram continuidade? Vejam só: em 1978, a Granfpolis (Associação dos Municípios da Grande Florianópolis) articulou um convênio entre o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) e as prefeituras de São José, Biguaçu, Palhoça, Governador Celso Ramos, Antônio Carlos, Águas Mornas e Santo Amaro da Imperatriz. Era a semente da Região Metropolitana, criada no governo de Paulo Afonso (1995-1999), implantada no governo de Esperidião Amin (1999-2003) e extinta pelo governador Luiz Henrique da Silveira (2003-2010). O convênio tinha o objetivo de promover o desenvolvimento integrado do Aglomerado Urbano de Florianópolis e garantiria, desde aqueles tempos, soluções para mobilidade, saneamento básico, destinação de resíduos sólidos, transporte coletivo. E agora, nestes momentos de tanta infelicidade urbana, voltamos à velha questão: por que a Região Metropolitana foi extinta?

Qualificação

Um papo despretensioso que lancei no Facebook motivou um debate interessante entre o secretário de Planejamento de Biguaçu, Felipe Asmuz, e o publicitário Luiz Carlos (Caco) Pereira, sobre o amadorismo que ainda predomina atividade turística da Grande Florianópolis.

Eventos

De Felipe Asmuz – “Falta qualificação sim! Desde os gestores até os agentes operacionais. Mas o fato é que há gargalos estruturais graves. De mobilidade urbana e transporte, energia e abastecimento de água. Outro fator é que há pouco investimento em turismo de eventos nesta época. Digo eventos culturais e festivos de porte. Tudo fica muito por conta do mar e do tempo (chuva x sol)... Perdemos oportunidades com isso e perdemos dinheiro também”.

Capacidade

De Luiz Carlos (Caco) Pereira – “Qualificar é a melhor saída. Na verdade vivemos do que a natureza nos deu, as praias lindas. Fora isso, não temos profissionalização em nenhum setor do trade, não damos nada em troca, apenas usamos o que a natureza deu. (...) E existe uma capacidade máxima para qualquer cidade. É preciso saber que tipo de turista a cidade quer receber”.

Náutico

No nosso bate-papo, Felipe Asmuz ainda destacou uma questão fundamental sobre turismo: “O importante é que temos de qualificar mais o turismo local, é o caso dos esportes náuticos e do uso da orla de forma mais profissional. Podemos fazer isso com sustentabilidade. Somos ainda muito primários na área do turismo náutico”.

 

Divulgação
Urbanismo
Nove meses depois: continua igual na Hercílio Luz

 

Devagar e...

No dia 19 de abril de 2011 publiquei essa imagem aqui na coluna, mostrando o descaso com o belo passeio central da Avenida Hercílio Luz. Na sexta-feira passada (6) o Notícias do Dia publicou reportagem sobre o assunto. E o incrível é que a tampa da mesa continua no mesmo lugar. Fora do lugar, óbvio.

...nunca

Ironicamente, eu disse o seguinte sobre a imagem: “O poder público precisa agir com rapidez, para arrumar aquilo que, de tão bonito, merece ser bem cuidado”. Nove meses depois...

 

Divulgação James Tavares
Urbanismo
Descaso da população, omissão do poder público

 

Perigo

Final da Rua Visconde de Taunay, na Agronômica, está virada nisso: um lixão. Quem coloca os resíduos nesse local, ao lado do Hospital Nereu Ramos, é gente da comunidade Santa Vitória, conforme apontam moradores da região. Detalhe: o hospital em questão é especializado no tratamento de doenças infecto-contagiosas.

Faroeste

"Antes mesmo de assumir, o prefeito Aderbal Manoel dos Santos advertia para os riscos que a excessiva publicidade (sobre a indústria calçadista em São João Batista) provocaria (em relação a forasteiros). Repetidas vezes tem recorrido às autoridades estaduais, para que garantam mais segurança à pacata cidade industrial do Vale do Rio Tijucas". Trecho de matéria que escrevi em 2005, publicada no jornal A Notícia.

Descaso

Sete anos depois da entrevista que fiz com o prefeito de São João Batista, uma quadrilha promoveu, na madrugada de sábado (7), um dos ataques mais impressionantes a um município catarinense em todos os tempos, tomando a cidade de assalto durante cerca de dez minutos. Assim foi a segurança pública em Santa Catarina entre 2003 e 2010: um completo descaso.

Meteoros

A turma não é fácil. Nas redes sociais, os críticos do fenômeno "Ai, se eu te pego" já arranjaram um codinome para o intérprete da musiquinha chiclete: "Michel Té Logo". Vai passar, como tantos outros meteoros da paixão.

Montanhas

"Quando Bananinha vira celebridade na ilha, está na hora de correr para as montanhas". Do médico Clóvis Montenegro, que vive no Rio de Janeiro, em seu Twitter (@clovisml), sobre a presença de uma certa Dany Bananinha em Jurerê, registrada como “notícia” num portal.

Mediocridade

Ainda sobre a presença de certa Dany Bananinha em Jurerê, “babada” por um setor da mídia, o leitor Otávio Di Mello registrou em comentário no meu Facebook: "Não curto Jurerê e nem sei quem é a bisca. Afinal, badalação pra sair na imprensa só serve para falsos ricos. A sociedade se foi na mediocridade humana".

Derrapada

Todos os institutos de meteorologia, até os mais respeitáveis, como o CPTEC (do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe), erraram a previsão do tempo para o sábado (7). Davam certo como dia chuvoso. E foi um dos dias mais espetaculares do presente verão.

Vazio

A gente percebe que o movimento de turistas está tão expressivo em Florianópolis quando chega ao supermercado e percebe que certos produtos desaparecem das prateleiras. Uma loja muito conhecida da cidade só tinha das marcas mais caras no sábado (7). Turistas compram “em metro” os produtos em oferta.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade