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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Papo cabeça com Eduardo Guerini

Cientista político avalia quadro eleitoral e diz que "novo prefeito de Florianópolis deve ser articulador político da gestão metropolitana"

Carlos Damião

Morador de Florianópolis desde 1979, Eduardo Guerini é professor de ciência política da Univali desde 2000. Cursou mestrado em gestão de políticas públicas e sociologia política. Atualmente orienta pesquisas nas áreas da Dinâmica Institucional de Políticas Públicas, Criptoeconomia, Sociologia do Crime, Economia Política da Corrupção e Corrupção Institucional. Atento observador da cena política, avalia a campanha que recém começou no rádio e na televisão e percebe, como tantos eleitores mais críticos, a falta de programas objetivos, centrados em soluções viáveis.

É fato que mais jovens participam da política?

A participação de jovens na política é expressão da demografia brasileira. Somos um país jovem, com massa de eleitores jovens que é majoritária nos últimos pleitos municipais, estadual e federal. A sensação que os jovens estão ausentes da política é configuração de uma nova geração que se formou longe dos movimentos pela ampliação de direitos civis, sociais e políticos. O que podemos ver são gerações mais jovens participando ativamente da política partidária – como se fosse um direito habitual, pais políticos, filhos políticos. São gerações que passaram a governar a política no cenário local, regional e nacional, que em última instância resulta da elitização da participação política. 

Está difícil separar o joio do trigo quanto à qualidade da política?

A rejeição da opinião pública ao processo político brasileiro e seus representantes resulta de uma pedagógica relação de enganação/traição e pilhagem das ideologias pelos partidos políticos. Quando partidos que outrora se diziam inovadores, com ampla raiz na comunidade, vinculados aos anseios populares traíram a “esperança” dos seus eleitores e militantes, nada mais coerente que a rejeição categórica da população. O exemplo simbólico deste processo de desgaste é o julgamento do escandaloso processo de corrupção ativa ou passiva de figuras políticas que defendiam a “ética na política”, ou seja, o sistema político brasileiro se degenerou quando se submete ao controle do financiamento privado da campanha. 

Como você avalia a campanha deste ano no rádio e TV?

A avaliação preliminar dos programas em Santa Catarina demonstrou uma vez mais o artificialismo das propostas, a falta de um diagnóstico preciso sobre a realidade, assim como, a viabilidade de muitas propostas assinaladas nos programas das candidaturas. O resultado é que a midiatização das campanhas eleitorais, no primeiro olhar, demonstra que candidatos e partidos apostaram no padrão novelesco e teatral neste início de horário eleitoral.

Quais as grandes questões que devem ser enfrentadas pelo futuro prefeito de Florianópolis?

Tratar a capital do Estado com a importância de uma metrópole que abandonou o planejamento urbano, daí a gravidade da desordem em todos os setores nevrálgicos produzidos pelo adensamento urbano e conurbação regional. A ausência de uma gestão metropolitana resultou da miopia provinciana dos gestores e lideranças políticas, avidez imobiliária e turística que transformou a capital do Estado em centro de problemas de mobilidade urbana, gestão do transporte público, saneamento básico, tratamento dos resíduos sólidos, geração de emprego e renda, gestão ambiental, segurança pública. O prefeito eleito de Florianópolis terá que ser o articulador político da gestão metropolitana.

É preciso para isso mudar as relações políticas?

Nossa cidade é uma província com sonhos cosmopolitas, e problemas suburbanos. O prefeito eleito de Florianópolis terá que ser o articulador político da gestão metropolitana e gestor dos problemas potencializados pelo crescimento urbano desordenado. Será um maestro de crises na sinfonia dissonante para a implantação definitiva da região metropolitana.

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Então, então

O comendador Roberto Laus chocou-se na sexta-feira (24) com a figura eloquente de Içuriti Pereira, que lhe perguntou de bate pronto: “Na época em que comandavas o Programa Companheiros das Américas, mandaste kids catarinenses para o milionário Bud Oddsen Jr., nos States?”. O comendador quieto, Içuriti alfinetou mais um pouco: “Se mandaste, por que não recebeste uma quota da herança também?”. E Laus: “Eu, hein? Isso é coisa ‘macabra’”.

Sensação

Têm sido diárias as operações da Polícia Militar no acesso ao centro de Florianópolis pelo bairro da Prainha. Automóveis e motocicletas são fiscalizados com rigor pelos policiais. Na sexta-feira (24), contei 10 motos apreendidas e depositadas na carroceria de um caminhão. Sensação de segurança é isso aí.

Doutor

José Sebastião Nunes, presidente do CRA (Conselho Regional de Administração) de Santa Catarina, recebeu na quinta-feira (23) à noite o título de Doutor Honoris Causa do Cento Universitário Facvest, em Lages. José é irmão do vice-prefeito de Florianópolis, João Batista Nunes, de tradicional família do Córrego Grande.

Presença

Neste domingo (26) termina o 19º Salão do Imóvel e Construfair/SC, no Centro Sul, o maior evento do gênero em Santa Catarina. O Grupo RIC está presente desde o primeiro dia (21), com estande em que são divulgados os produtos de seus veículos, inclusive o Clube do Imóvel, suplemento do Notícias do Dia voltado ao mercado da construção civil, que circula todas as sextas-feiras e já ganhou o Top de Marketing da ADVB.

 

Carlos Damião
Patrimônio
Tem 82 anos e funciona: ponte Bulcão Viana, em Tijucas

Patrimônio

Em tempos de imobilidade urbana e discussões sobre quarta ligação entre Ilha e Continente, é sempre curioso lembrar que há municípios da região que conservam equipamentos urbanos históricos, como a ponte Bulcão Viana, em Tijucas, construída em 1930, com restos de material da ponte Hercílio Luz. Ela fazia parte da estrada velha entre a Capital e o litoral Norte até a década de 1960. Só tem uma pista, de madeira (trilho), que está sendo reformada pela prefeitura. E é um dos mais belos patrimônios históricos da Grande Florianópolis.

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