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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Assembleia catarinense dá exemplo ao barrar privilégio para deputados

O fim do auxílio-saúde é um alento em meio a tantas denúncias sobre benefícios imorais concedidos a segmentos do funcionalismo

Carlos Damião
12/09/2018 20h58

Uma decisão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, aprovada pela maioria dos deputados, é um exemplo de como os poderes constituídos podem contribuir para a redução de privilégios inaceitáveis – como o auxílio-saúde que vigorou por 26 anos na Alesc, cujo objetivo era reembolsar as despesas médicas dos parlamentares. Num país de tantas e flagrantes desigualdades é injusto e indigno que segmentos funcionais tenham acesso a benefícios que nenhum dos comuns mortais poderia obter.

O fim do auxílio-saúde na Assembleia catarinense é uma conquista da sociedade, que repudiou abertamente sua existência nos últimos meses, embora a maioria das pessoas desconhecesse a existência desse penduricalho financeiro imoral. Contribuiu para essa conscientização o trabalho desenvolvido pelos meios de comunicação, como os veículos do Grupo RIC, que denunciaram amplamente o privilégio inaceitável.

Falta corrigir muitas outras distorções fundamentais, como o auxílio-moradia, indecência que beneficia segmentos privilegiados do funcionalismo, num país em que milhares de pessoas moram sob viadutos ou marquises, sem a menor condição de acesso à casa própria.

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