Publicidade
Segunda-Feira, 12 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 21º C

Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Açodamento e falta de planejamento

Obras realizadas às pressas, como o elevado da Seta, revelam ausência de projeto para a cidade

Carlos Damião

Obra feita às pressas dá nisso: tem que ser executada duas vezes. É o caso do viaduto da Seta, objeto de manchete do Notícias do Dia, edição de ontem. Aliás, uma questão básica: solo podre é óbvio demais quando se trata de uma região de manguezal aterrada pelo homem. Análise de solos, em toda a área de uma obra, é um dos primeiros requisitos da engenharia para implantação de pontes, estradas e viadutos. E é bom que se diga que uma das principais críticas das oposições ao prefeito Dário Berger é sintetizada numa palavra: açodamento. Que pode ser um antônimo de “planejamento”.

A repercussão do caso na cidade, no twitter, nos blogs, foi catastrófica.

 

Diferenças

No Papo de Redação (Guarujá) realizado na semana passada com a participação dos vereadores João Amin (PP) e Gean Loureiro (PMDB), uma das polêmicas entre os dois parlamentares foi exatamente a questão da velocidade das obras. Amin defendeu uma cidade planejada, com obras planejadas; Loureiro afirmou, com todas as letras, que é preciso tocar as obras, no sentido de “quem quer, faz”.

 

Espírito

Por que as pessoas nunca estão satisfeitas? No ano passado, fomos surpreendidos com a história da árvore de Natal milionária na Avenida Beira-mar. Pois bastou a Secretaria de Turismo contratar uma árvore mais modesta em 2010 para que muitos saíssem por aí dizendo: "Que coisa pobrezinha". Pobrezinho é o espírito de quem reage assim.

 

Desconfiança

Do leitor Bernardo Torres: “Pois é, a população tem que parar de ser inocente e achar que há uma grande preocupação com a nossa gente quando fazem barulho sobre uma possível interdição da rodoviária pela Defesa Civil. É responsabilidade do poder público fazer obras de manutenção, prover segurança. Isso não é desculpa para privatizar. É como se o filho começasse a fazer baderna pela cidade, o pai omisso dissesse: ‘Vou entregar pra polícia’ e passasse como herói”.

 

Limpeza

O Instituto Lagoa Social promove amanhã, no centrinho da Lagoa, das 8 às 12 horas, a atividade Clean Up Floripa 2010, que consiste basicamente num mutirão de limpeza realizado por voluntários. Aliás, está convocando mais voluntários para essa missão de cidadania.

 

Ribeirão

Ribeirão

Mais um trabalho de conclusão de curso que valoriza nossa cultura: a acadêmica Cristina Schulze apresentará no dia 10, às 19h30, na Estácio de Sá, uma revista cultural sobre o Ribeirão da Ilha (foto), intitulada “Olhó-lhó o Ribeirão”. O TCC é baseado na cultura açoriana, com temas históricos, culturais, gastronômicos, religiosos e ecológicos.

Prainha no Estreito

Prainha

Sobre as pendências em Florianópolis, Paulo Roberto lembra que não é apenas a ponte Hercílio Luz que está inacabada, mas também a Beira-mar Continental. "E como ela começa ou termina nas proximidades da Ponte Hercílio Luz, fica aqui uma pergunta: será que vão recuperar a bela prainha (foto), onde havia um estaleiro e algumas outras ocupações? A prefeitura que abra o olho, a área já está sendo invadida".

 

Deficientes

Programação cultural e técnica, que começa às 9h, na Universidade Federal de Santa Catarina, marca o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. O tema deste ano é "Mantendo a promessa: inserir a deficiência como questão prioritária nos objetivos de desenvolvimento do milênio rumo a 2015 e além".

 

Tabacarias

Descumprir a lei que proíbe o fumo em ambientes fechados não é incomum em Florianópolis. Fuma-se até em gabinetes de certos deputados estaduais, segundo relata um amigo da coluna, que testemunhou o fato outro dia. Ou seja, proibir é fácil. Fiscalizar é que é o problema.

 

Bocas de fumo

O mesmo amigo que flagrou um deputado fumando em seu gabinete, observa que há muitos pontos teoricamente inapropriados ao fumo – como uma galeria comercial próxima à Praça 15 de Novembro e portas de lanchonetes e restaurantes – que são usados de forma livre pelos tabagistas. Ninguém liga para a lei.

 

Nojeira

Quem caminha pelo Centro, em Florianópolis, sabe o quanto certas ruas estão emporcalhadas. Cachorros que circulam livremente, acompanhando moradores de rua viciados em crack, são apenas uma ponta da questão. A nojeira espalhada inclui restos de comida, lixo, tocos de cigarro, entre outros detritos. E a culpa é dos próprios cidadãos, se é que se pode chamar de cidadão alguém que suja a sua cidade.

 

Frase

"Bicicleta é convivência: em Santiago tem um político que vai de bike para o trabalho!". Registro da ONG Bicicleta na Rua, em seu twitter, ontem.

 

Baderneiro

A desordem urbana em Florianópolis é imensa. A lei do silêncio (22h às 6h), por exemplo, não é desrespeitada apenas na Avenida Beira-mar, em comemorações esportivas. No Centro é igual, mas por conta dos entregadores de produtos em padarias e outros estabelecimentos comerciais. Um caminhão de laticínios costuma acordar toda a vizinhança da Praça 15 a partir de 5h, quando o motorista chega buzinando e berrando, como se estivesse no quintal de sua casa.

Ausência

Amigo da coluna que mora em Porto Alegre registrou em seu twitter: “A Polícia Militar (Brigada) abandonou as ruas da cidade”. Dá medo andar à noite pela capital gaúcha. Mais ou menos como em Florianópolis. Depois, quando o crime estiver organizado e instalado nas comunidades empobrecidas será preciso chamar o Exército e a Marinha?

 

Final de ano

Natal dos Sonhos é a promoção da CDL de Florianópolis que começa nesta segunda-feira e que, mais uma vez, proporcionará lazer e entretenimento para a população da cidade no final de ano. Os eventos acontecem no Centro e em bairros como Capoeiras, Coqueiros, Estreito, Rio Tavares, Trindade e no Norte da Ilha. Além da programação, as lojas começam também a funcionar em horário especial, nessa primeira semana ficando abertas até as 20 horas.

 

Tragédia

Revelação do inspetor Leandro Andrade (Polícia Rodoviária Federal), no Papo de Redação (Guarujá), ontem: entre janeiro de dezembro os acidentes de trânsito nas estradas em Santa Catarina já mataram 500 pessoas. A Operação Fim de Ano da PRF vai ser realizada entre 17 de dezembro e 2 de janeiro.

 

Lei Seca

Outra revelação interessante do inspetor Leandro Andrade, durante o Papo de Redação de ontem: a aplicação da Lei Seca nas estradas resultou na prisão de 600 pessoas este ano em Santa Catarina. A imensa maioria constituída por homens jovens, a maior parte nos fins de semana, geralmente entre 18h e meia-noite.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade