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Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2019
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

A hora do transporte marítimo

Questão está amadurecendo: empresa já encaminhou projeto à prefeitura de Florianópolis e ao Deter. Prefeito Cesar souza Júnior gostou da ideia proposta

Carlos Damião

O transporte marítimo na Grande Florianópolis já esteve num plano mais distante. O que antes parecia apenas uma utopia começa a ganhar agilidade, com providências adotadas tanto pelo governo do Estado, quanto pela prefeitura de Florianópolis. A empresa interessada em implantar o sistema está tratando do projeto para construção dos terminais marítimos, seis espalhados pela região e um na Ilha de Santa Catarina, provavelmente na altura do Centro Sul. A intenção é proporcionar o acesso dos moradores ao sistema, com integração ao transporte coletivo, além de funcionar para a travessia de veículos, tendo características semelhantes, por exemplo, ao que existe há muitos anos no rio Itajaí-Açu, entre Itajaí e Navegantes (ferry boat). No caso das ligações intermunicipais, a questão está bem encaminhada junto ao Deter, que é o órgão estadual responsável por esse tipo de procedimento. Em Florianópolis, a documentação está sendo analisada pela procuradoria do município e deve receber o parecer positivo em breve. “O transporte marítimo está no plano de metas do prefeito Cesar Souza Júnior”, assegurou à coluna o secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, Valmir Piacentini. Tanto é verdade que, durante um seminário, nesta quinta-feira, 28, às 18h30, na Udesc, o prefeito apresentará esse modal como um dos projetos mais importantes de seu governo.

Modais

Conforme o secretário Valmir Piacentini, a prefeitura trabalha com três modais como metas de médio prazo: a aquavia gastronômica da Barra da Lagoa, o transporte marítimo e a revitalização do Terminal Integrado de Capoeiras que, dez anos depois de inaugurado, ganhará a utilização planejada, ou seja, servirá para aliviar a carga de ônibus intermunicipais com destino à Ilha de Santa Catarina.

Aeroporto

“Este é o momento de mobilização de todos os esforços para cobrarmos a retomada das obras do Aeroporto Hercílio Luz”. Zena Becker, presidente da FloripAmanhã, Zena Becker, sobre a reunião que será realizada nesta quarta, 27, para discutir o futuro do aeroporto.

Exemplo

O médico que prestou os primeiros atendimentos a uma criança acidentada na BR-101 Sul não é um herói. É um homem que honra o diploma que recebeu na universidade e, sobretudo, honra o juramento de Hipócrates. Portanto, mais do que herói, é um exemplo para uma categoria profissional muito criticada no Brasil.

Chama o ladrão

Não está fácil para ninguém: se até uma delegacia de polícia é saqueada pelos bandidos – que levaram drogas e armas apreendidas- o que resta para o cidadão comum para garantir sua segurança, queixar-se ao bispo? O mais incrível de tudo é que a delegacia do Saco dos Limões não tem nem câmeras internas de vigilância!

Extremos

Em Florianópolis, imigrantes do Haiti e Gana estão empregados em várias atividades comerciais, além da construção civil. Eles se juntam a nordestinos de modo geral, que vieram para cá nos últimos dois ou três anos, para ampliar os extremos sociais da região metropolitana: do glamour do branco e dourado de Jurerê à extrema miséria, em distâncias que não chegam a cinco quilômetros do charmoso balneário.

Duas rodas

É impressão do colunista ou têm morrido quatro ou cinco motociclistas por semana na Grande Florianópolis? Quando é que as autoridades vão acordar para essa tragédia? Ou acham que os motociclistas alucinados vão descobrir, por si, os perigos do trânsito na região? Os motoqueiros que trabalham em entregas expressas são as maiores vítimas dessa carnificina. Muitos não têm preparo para pilotar suas máquinas.

Dar duro

É preciso ser justo: a Polícia Rodoviária Federal promoveu uma operação, há poucos dias, na Via Expressa da BR-282, para fiscalizar os motociclistas que trafegam entre ilha e continente. Apreendeu motos, multou e orientou pilotos, mas a ação precisa ser repetida, incansavelmente, todos os dias, não só pela PRF, como pela Polícia Militar e pelas guardas municipais de São José e Florianópolis. “Dar duro”, como se diz popularmente, pode evitar mais mortes.

Choque...

A renovação da frota da Comcap, que está em andamento, é comemorada pelo presidente Acácio Garibaldi e pelos empregados, já que é uma das principais reivindicações dos profissionais da empresa. O investimento é de R$ 3,3 milhões, com a aquisição de 10 caminhões coletores de resíduos sólidos, sendo oito compactadores e dois baús, além de mais dois equipamentos compactadores.

... de gestão

É de se destacar, ainda com relação aos novos tempos vividos pela Comcap, o esforço do presidente Acácio Garibaldi, da diretora administrativa Léia da Silva e do diretor de operações, Marius Bagnati, para colocar a casa em ordem. Há muito tempo a empresa estava precisando de um choque de gestão, para dar conta da imensa demanda que tem na cidade.

Laureci Cordeiro/RIC/ND

Com a galera

Apresentador Hélio Costa, do jeito que gosta: em meio ao público que compareceu à edição especial do Jornal do Meio-Dia nos Bairros, em Biguaçu. O projeto da RICTV tem o objetivo de estabelecer pontes entre a cidadania e o poder público, apresentando as principais reivindicações das comunidades. Realiza também ações importantes, com a colaboração de entidades privadas e instituições públicas.

Divulgação

Muquifos...

Fiscais da prefeitura de Florianópolis, acompanhados por policiais, lacraram ontem nada menos que nove estabelecimentos comerciais – na verdade, autênticos muquifos – localizados no Monte Cristo. Todos operavam com compra e venda de sucata, como cobre e alumínio, materiais saqueados por bandidos em vários pontos da cidade, inclusive no Parque de Coqueiros, como denunciou em primeira mão esta coluna.

... dos roubos

O que parecia óbvio, no combate ao roubo da fiação elétrica em diferentes pontos da cidade, era exatamente isso: enfrentar os receptadores, que compram o material dos bandidos. E, se os estabelecimentos eram ilegais, por que funcionavam há tanto tempo de forma normal, sem qualquer tipo de repressão? O poder público precisa estar mais presente!

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