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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Informações e análises sobre a política catarinense, com prioridade para conteúdos exclusivos e inéditos. Entrevistas com personagens que decidem nas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. Notícias e opiniões contextualizadas com os bastidores do poder.

  • Como boa manobra para criar privilégio, resolução de 1992 foi feita sem transparência

    Como boa manobra para criar um privilégio isolado, a resolução de 1992 foi concebida a toque de caixa, sem a mínima transparência, mesmo para uma época distante dos processos digitais. A deputada Luciane Carminatti (PT) revelou ontem que a matéria começou a tramitar em 24 de novembro. O relatório na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), no dia seguinte, foi verbal. É isso mesmo, não há nada escrito. Aprovada em plenário no dia 26, já estava valendo no dia 30 de novembro, seis dias após entrar na Casa. Há pouquíssimos documentos disponíveis sobre o benefício, cuja busca exige “trabalho investigativo” junto ao Centro de Memória, conforme a petista, que encerrou classificando a regalia como “esquisita e misteriosa”.

  • Após 26 anos bancando privilégio, Alesc caminha para a inevitável redução de regalias

    A ascensão dos extremistas, sejam de esquerda ou direita, em parte também é fruto da crise de credibilidade que abate a classe política. O pagamento integral das despesas médicas para deputados estaduais catarinenses é um exemplo disso. O privilégio de contar com o melhor da medicina para si, em detrimento do cidadão comum, que tem disponível o famigerado serviço público, leva ao ápice do desencanto e da revolta.

    Depois de 26 anos bancando o benefício, a decisão de 21 deputados de suspender a resolução assinada no ano de 1992 caminhou para a inevitável redução das regalias. Resta aos outros 19 deputados que faltaram justificarem porque se abstiveram. O que levou a se acovardarem? O benefício até então proporcionado aos deputados estaduais catarinenses é o retrato da vergonha do que é o serviço público oferecido aos cidadãos catarinenses e brasileiros.

    Plenário da Assembleia - Agência AL/ND
    Plenário da Assembleia - Agência AL/ND



    Leia mais
  • Oito deputados que pediram reembolso de despesas médicas votaram pelo fim do privilégio

    Oito deputados que pediram reembolsos para despesas médicas votaram pela derrubada do privilégio. Entre eles, o vice-campeão em gastos, Natalino Lázare (Pode), que solicitou R$ 73,2 mil, a quarta colocada Dirce Heiderscheidt (MDB), que pediu R$ 26,7 mil, e o sétimo lugar, Leonel Pavan (PSDB), que requereu R$ 11,5 mil. Os demais, com reembolsos abaixo dos dois dígitos, foram João Amin (PP), Kennedy Nunes (PSD), Milton Hobus (PSD), Neodi Saretta (PT) e Romildo Titon (MDB).

    Assembleia derruba pagamento integral de tratamentos médicos aos deputados; veja o placar

  • Assembleia derruba pagamento integral de tratamentos médicos aos deputados; veja o placar

    Após 26 anos da implementação, os deputados estaduais catarinenses revogaram nesta quarta-feira (12) a resolução que permitia o reembolso total das despesas médicas e hospitalares dos parlamentares. O caso veio à tona após reportagem no ND que calculou as despesas, em especial do então presidente Aldo Schneider (MDB), líder nos gastos. Dos 40 parlamentares, os 21 que estavam presentes em plenário votaram pelo fim do privilégio; veja como foi a votação.