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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Informações e análises sobre a política catarinense, com prioridade para conteúdos exclusivos e inéditos. Entrevistas com personagens que decidem nas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. Notícias e opiniões contextualizadas com os bastidores do poder.

Metade do 13º dos servidores do Executivo poderá ser parcelada em duas vezes

Decisão depende da arrecadação estadual e poderá quebrar uma tradição de pagamento em julho

Altair Magagnin

Com a calculadora na mão, o governo do Estado analisa como poderá organizar o cronograma de pagamento do décimo terceiro salário, ou gratificação natalina, como está escrito na lei. No ano passado, por exemplo, o então governador Raimundo Colombo (PSD) pagou metade do décimo no dia 27 de julho. Neste ano, talvez, o governador Eduardo Moreira (MDB) não possa manter a tradição. Um cenário mais claro dependerá das entradas de receita em duas datas importantes, 11 e 20. Foi no dia 11 de julho de 2017 que Colombo anunciou que faria o pagamento ao funcionalismo. Moreira apresenta como alternativa dividir em dois meses o repasse dos primeiros 50% ao funcionalismo.

Centro Administrativo de Santa Catarina - Marco Santiago
Centro Administrativo de Santa Catarina - Marco Santiago



Como justificativa, o emedebista aponta um cenário devastador das finanças catarinenses. Por exemplo, houve diminuição do consumo de energia elétrica e combustíveis, duas das maiores fontes de recolhimento de tributos para os cofres públicos estaduais. Além disso, há o aumento concedido para os servidores da Justiça e Cidadania e da Educação. Também, dívidas que ficaram das gestões anteriores. É neste ponto que Moreira dá uma alfinetada nos pessedistas. “Eu não fiz pedalada, eles fizeram, e eu estou pagando a pedalada que eles fizeram”. Não deixa de ser uma resposta ao pré-candidato Gelson Merisio (PSD), que apontou o MDB como “PhD em atrasar salários”.

Para Moreira, o pagamento do funcionalismo é uma prioridade. Na sexta-feira, quase R$ 1 bilhão foi desembolsado para a folha de junho. Nesta semana, o governador promete fazer novos anúncios de medidas que possam ajustar o Estado diante do cenário. “Vamos tocar o barco em frente, com as contas, dentro do possível, em dia”, prometeu. Paliativos, já que a solução é “a economia crescer dois dígitos”, segundo o emedebista, algo impensável no atual contexto de crise que o país atravessa.

Diferenças

Os servidores públicos da Assembleia Legislativa receberam no fim da semana passada a metade do décimo terceiro salário. Diante do cenário no Executivo, é um exemplo de como sobra dinheiro de um lado e falta no outro. É mais um fato que mostra o quanto é importante a discussão aprofundada sobre a revisão do duodécimo destinado aos Poderes. Se falta dinheiro para pagar o funcionalismo, que é a prioridade alardeada pelo governo do Estado, imagine como estão as contas nas demais áreas. O Estado é um só e precisa ser menor naquilo que não é prioridade social.

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