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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Informações e análises sobre a política catarinense, com prioridade para conteúdos exclusivos e inéditos. Entrevistas com personagens que decidem nas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. Notícias e opiniões contextualizadas com os bastidores do poder.

Dreveck faz balanço sobre presidência da Alesc, que ficará marcada por compra de prédio

Deputado pelo PP comenta transição no governo do Estado que exclui seu partido da base e futuro da aliança com o PSD

Altair Magagnin

Presidente da Assembleia Legislativa durante a discussão e aprovação de projetos como o fim da aposentadoria dos governadores, a extinção as estatais Cohab e Codesc e a organização legal para parcerias público-privadas, o deputado estadual Silvio Dreveck (PP) ficará na história pela compra de uma nova sede para o poder, no valor de R$ 84 milhões – para os ônus e o bônus que a medida irá gerar. É justamente dando tempo ao tempo que Dreveck assegura que a decisão se mostrará acertada. A compra do prédio monopolizou a entrevista que concedeu nesta segunda-feira (5), na despedida do cargo, que nesta terça-feira (6) será assumido pelo deputado Aldo Schneider (PMDB).

Dreveck lembrou que, em 2017, a Alesc devolveu R$ 85 milhões, sendo R$ 50 milhões diretamente ao Tesouro do Estado. Outros R$ 35 milhões deixou de receber, ao abrir mão de 0,17% do duodécimo, por um acordo ainda em 2016, em benefício do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. O pepista opinou que “em tempos de crise, o Estado precisa cortar custeio”, como o custo estimado em R$ 2 milhões por ano no aluguel de quatro prédios ocupados pela Alesc em Florianópolis e São José, “não investimento”, como a nova casa. Depois da entrevista coletiva, Dreveck respondeu com exclusividade as questões a seguir, sobre política.

Silvio Dreveck, presidente da Assembleia Legislativa -  Luis Gustavo Debiasi/Agência AL/ND
Silvio Dreveck, presidente da Assembleia Legislativa - Luis Gustavo Debiasi/Agência AL/ND



 

Como o senhor acompanha a transição no governo do Estado, que irá excluir o PP da base?

Para mim, Raimundo Colombo é governador até o dia que renunciar. Ah, mas ele vai pegar uma licença. Mas, ainda continuará sendo governador. Nós vamos fazer uma avaliação, com o nosso secretário [de Assistência Social, Valmir] Comin, se ele tem o desejo de continuar. Vamos tratar internamente nos próximos dias. 

O senhor assumiu a Alesc com planos de concorrer este ano a deputado federal, mantêm?

Eu continuo com o meu projeto à Câmara dos Deputados. Isso não quer dizer que até agosto não possa ocorrer alterações. Até a convenção é possível haver alterações. 

O senhor assume a presidência do PP. Mantém a aliança com o PSD?

O projeto continua o mesmo, aquele que definimos no dia 21 de agosto [de 2017], na nossa convenção, que é a aliança com o PSD e com o PSB. E estamos conversando com outros partidos: PDT, PSC, PCdoB, PSDB, PR, enfim. Se nós pudermos incorporar nessa aliança, assim o faremos. 

O apoio ao PSD continua, mesmo se o candidato não for o deputado Gelson Merisio?

A questão interna do PSD cabe ao PSD resolver. Nós temos o compromisso, o deputado Merisio tem sido o candidato há muito tempo, me parece que tem apoio da grande maioria do seu diretório, do próprio governador, então nós continuamos nesta mesma direção. Se o PSD, por alguma razão, alterar o seu protagonista, o candidato a governador, nós vamos sentar, conversar, avaliar, sem problema nenhum.

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