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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Informações e análises sobre a política catarinense, com prioridade para conteúdos exclusivos e inéditos. Entrevistas com personagens que decidem nas esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. Notícias e opiniões contextualizadas com os bastidores do poder.

Dois senadores catarinenses votam pelo aumento para o STF e um se ausenta da sessão

Repercussão do dia seguinte mostrou que a sociedade catarinense esperava um “não” dos três representantes para a pauta

Altair Magagnin

Dois dos três senadores catarinenses votaram na contramão da sociedade e ajudaram a aprovar o reajuste de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil no salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O terceiro se omitiu. Os tucanos Dalírio Beber e Paulo Bauer, que estão na reta final dos respectivos mandatos, deixaram suas digitais no “sim” que terá R$ 4 bilhões como impacto nas contas públicas, de acordo com consultorias de orçamento do Congresso. Dário Berger (MDB), que terá mais quatro anos pela frente, pegou o avião de volta a Santa Catarina e não participou da sessão. A repercussão do dia seguinte mostrou que a sociedade catarinense esperava um “não” dos três representantes para a pauta. 

Dalírio Beber, Dário Berger e Paulo Bauer - Divulgação/ND
Dalírio Beber, Dário Berger e Paulo Bauer - Divulgação/ND



Bomba. A aprovação do aumento dos ministros, que gera um efeito cascata em toda a cadeia do funcionalismo, é a primeira pauta-bomba armada contra o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Por mais que interlocutores neguem o fato como uma derrota política, o próprio presidente foi categórico ao afirmar que não seria “o momento” de reajustar o salário do STF. 

Veto. Não é possível imaginar que Michel Temer, presidente que está às voltas com processos – cuja tramitação aguarda apenas que ele entregue a faixa presidencial – tenha coragem de vetar o generoso aumento concedido pelos senadores. Temer tenta se blindar de um fim que tende a ser o mesmo de Lula. 

Repercussões. É “justo e correto” o aumento aos ministros do STF, afirmou o presidente da Corte, Dias Toffoli. Segundo o ministro, o reajuste repõe as perdas inflacionárias entre 2009 e 2014. O presidente do TJ-SC, Rodrigo Collaço, afirmou que o Judiciário catarinense “em nenhuma hipótese desrespeitará o teto de gastos e os limites orçamentários, bem como não solicitará qualquer ampliação do percentual destinado à Justiça catarinense (duodécimo)”.

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