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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Pão e vinho: a mais clássica das misturas, com o toque refinado de um especialista na arte da panificação e na enologia. Conheça os tipos de vinho, as características de cada um, as maneiras de harmonizar a bebida com as mais variadas refeições. Imperdível.

A saborosa enogastronomia de Santa Catarina

A produção de vinhos impulsionou e valorizou a gastronomia regional e estadual

João Lombardo

 

João Lombardo/ND

 

Santa Catarina produz vinhos há cerca de 140 anos. Vinhos de mesa, feitos com uvas americanas e híbridas. Há cerca de 18 anos teve início, comercialmente, a vitivinicultura de altitudes, exclusivamente com uvas viníferas europeias. Foi um grande passo para o Estado. Os novos vinhos catarinenses chamaram a atenção, por suas características e qualidade. E, como acontece em todo o mundo, valorizaram a gastronomia regional e estadual. Juntos, hoje, pratos e vinhos modelam a saborosa enogastronomia catarinense.

A culinária do estado tem peculiaridades regionais. A região litorânea é rica em pratos com peixes e frutos do mar. Uma culinária do mar, chamada de açoriana. A região serrana é famosa pela truta e preparos com carnes, entre elas a carne frescal e o pinhão. O norte do Estado e o Vale do Itajaí são famosos pela cozinha de origem alemã. As regiões Sul, Vale do Rio Tijucas e parte do Vale do Itajaí têm uma culinária com forte acento italiano, assim como o meio-oeste. Já no oeste, brilha a carne suína e pratos da culinária austríaca.

Em algumas dessas regiões, os vinhos catarinenses já são grandes parceiros da culinária local. Há uma valorização das receitas típicas e dos vinhos locais. A começar pelas altitudes. Ali, vinhos brancos de Sauvignon e Chardonnay fazem agradáveis parcerias com pratos à base de truta. Tintos de Cabernet Sauvignon, Merlot, Montepulciano, Malbec, Sangiovese e outros varietais ou vinhos de corte acompanham preparos como o entrevero, o arroz de carreteiro, o churrasco. Os vinhos rosés vão bem com a carne suína e a paçoca de pinhão.

 

João Lombardo/ND

 

No litoral, os vinhos catarinenses brilham ao lado da cozinha do mar. Os brancos de Sauvignon e Chardonnay escoltam elegantemente as ostras em seus diversos preparos, pratos com peixes, a sequência de camarões e outros frutos do mar. Os espumantes, brancos e rosados, também entram aí. Os vinhos rosados fazem companhia para preparos com polvo e as moquecas. Tintos leves de Pinot Noir e Touriga Nacional podem acompanhar esses últimos preparos. 

O galeto e a polenta encontram parcerias em vinhos de Pinot Noir, Merlot e outros tintos frescos e frutados. Para quem gosta de brancos, boas opções são o Chardonnay e um vinho de Garganega. Vale lembrar que no Sul, o galeto é acompanhado por vinhos da uva Goethe, uma variedade híbrida emblemática na região. É um vinho cultural, identificado com a imigração italiana local.

No Vale do Rio Tijucas são produzidos vinhos com uvas europeias. Vinhos de Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Nebbiolo, entre outros. Eles acompanham a culinária local, que contempla preparos com truta, frango, carne suína, o galeto. Também fazem ótima parceria com os queijos locais. Uma culinária e vitivinicultura com influência italiana.

No Norte do Estado e Vale do Itajaí os vinhos cedem lugar para as cervejas artesanais. Uma produção notável, que cresce e conquista a cada dia novos paladares. Uma cerveja que segue os passos do novo vinho, produzindo estilos para o copo e para acompanhar pratos típicos como o marreco, o eisbein, kassler, as salsichas e o hackepeter, entre outros pratos. É claro que os vinhos catarinenses também cabem aí. Tintos leves e frescos de Pinot, Touriga, Merlot, Sangiovese, vinhos brancos e rosados. É uma questão de escolha. Opções não faltam.

 

Provei o Palladio, da Leoni di Venezia:

Leoni di Venezia/Divulgação/ND

Palladio 2013 – Leoni di Venezia – São Joaquim – SC –BR

Montepulicano, Refosco, Teroldego, Rondinela e Aglianico. Teor alcoólico de 13%. Estágio de 18 meses em barricas de carvalho americano. Cor rubi intensa, profunda. Aromas de frutas vermelhas e negras, cereja negra, amora, especiarias doces, baunilha, coco, tostado, chocolate. Acidez gostosa e equilibrada, taninos finos, intenso, longo. Acompanha pratos estruturados à base de carnes.

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