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Oeste catarinense é exaltado na Nego Quirido pela escola Os Protegidos da Princesa

A história resgata desde os índios kaingangs que habitavam o oeste ao potencial agropecuário da região

Felipe Alves
11/02/2018 05h11

Com 20 alas e dois carros alegóricos, a escola Os Protegidos da Princesa é a penúltima a entrar na Nego Quirido, às 4h10 de domingo. Representações de índios dominam o início do desfile, que tem como enredo “Das terras kaingangs às terras do futuro!”, uma homenagem da agremiação ao oeste catarinense. Na avenida, a história relembra desde os índios kaingangs que habitavam o oeste até o potencial agropecuário da região.

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola Os Protegidos da Princesa - Daniel Queiroz/ND
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola Os Protegidos da Princesa - Daniel Queiroz/ND



Ensaio técnico de Os Protegidos da Princesa na Nego Quirido em 2018 - Rony Costa/ND
Ensaio técnico de Os Protegidos da Princesa na Nego Quirido em 2018 - Rony Costa/ND


O primeiro carro da escola é uma locomotiva, que representa bem a história que a Protegidos quer contar. “Ela é muito representativa no oeste e vai ajudar a contar o enredo”, diz Beirão. O Índio Condá, que era um cacife da região e tinha forte papel político, também está representado em uma ala da escola.  “Começamos com os índios, a vinda dos bandeirantes, o caminho das tropas, dos jesuítas, o Contestado e a construção das ferrovias”, afirma o autor do enredo e carnavalesco, José Alfredo Beirão Filho.

A força econômica da região também está na avenida. O potencial agropecuário, as grandes empresas da região e o enorme polo industrial local são destaque no desfile. A segunda alegoria trata das grandes festas da região e do turismo. Estão representados o acampamento da semana Farroupilha, o próprio Carnaval e a troca de culturas entre catarinenses e gaúchos, tão marcante na região. O maior time de futebol do Estado, a Chapecoense, não poderia ficar de fora, e tem um lugar garantido na avenida.

Confira a transmissão na RICTV Record:

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Ficha técnica

Localidade: Morro do Mocotó, Florianópolis

Fundação: 18 de outubro de 1948

Cores: vermelho, verde e branco

Títulos: 26 títulos no Grupo Especial

 

Samba-enredo

Compositores: Jadson Fraga, Victor Alves, Christian Fonseca, Diego Bodão, Thiago Sucatinha, Marcel da Cohab, Rafael Tubino e Thiago Meiners

 

"Kaiangang", eu sou

A força que resistiu, a alma nativa

Quando há tempos o frio habitava

A terra guardava, a chama da vida

Descendo o rio, eu vou

A minha aldeia é a mãe natureza

Preservando as gerações

Flechas e cabaças, artes, expressões

Até que a missão veio trazer a exploração

Bandeirantes atrás de mercadorias

Um caminho cobiçado, "tratado da covardia"

 

ôôô verdes campos no horizonte

ôôô dão lugar ao apito e a fumaça

O sangue valente não sucumbiu

“Contestado" é aquele que não desistiu

 

Das riquezas da floresta

O braço forte da migração

O "mundo" de Maria Rosa

Forjado aos ideais de São Sebastião

A rebeldia imperou e o meu estado resistiu

Atraiu aventureiros desenvolvendo o sul do Brasil

Então, o oeste de Santa Catarina

Revela seu valor na economia

Orgulho refletido no olhar

Do índio Condá, o verde esperança

Que abraça e traz força pro povo

Fazendo a Princesa sonhar de novo

 

É meu amor maior, a tribo do mocotó

É a resistência do samba

Vem ver o morro cantar, impondo respeito

Sou Protegidos, sou raiz, bato no peito

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