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Homenagem a Joãosinho Trinta é a aposta da Consulado para o desfile de 2018

Escola da Caeira do Saco dos Limões vai entrar na avenida com três alegorias e 22 alas

Felipe Alves
11/02/2018 06h15

No ano em que o carnavalesco Joãosinho Trinta completaria 85 anos, a escola de samba Consulado presta uma homenagem ao maranhense que fez enorme trajetória no Carnaval do Rio de Janeiro. O enredo “Os Sete Reinados do Rei João” leva 22 alas e três alegorias (sendo um quadripé) para a passarela Nego Quirido. Última a desfilar, a Consulado entra na avenida às 5h35 de domingo.

Consulado entrando na passarela Nego Quirido na madrugada de domigo - Marco Santiago/ND
Consulado entrando na passarela Nego Quirido na madrugada deste domigo - Marco Santiago/ND


O enredo não conta a história de vida de Joãosinho, mas exalta sete enredos históricos levados pelo carnavalesco à Sapucaí ao longo de sua trajetória. A comissão de frente representa Joãosinho ainda menino ouvindo diversas histórias, em especial o romance francês Os Miseráveis, de Victor Hugo, que inspirou Joãosinho em um enredo futuramente.

O carnavalesco Raphael Soares estuda a obra de Joãosinho há anos e sempre quis prestar uma homenagem ao maranhense. “No começo da carreira ele usava a palavra rei para dar nome a seus enredos e vi que depois ele começou a fazer isso novamente. Decidi então usar esses enredos que tratam de reis pra falar da sua obra”, explica Raphael.

Seis enredos homenageados falam especificamente de reis e o outro trata do enredo Ratos e Urubus, de 1989, um dos mais icônicos da obra de Joãosinho, em que ele transformou mendigos e meninos de rua em reis do Carnaval.

O primeiro carro alegórico da Consulado representa o primeiro enredo que João assinou como carnavalesco: o Rei de França na Ilha da Assombração, que contava a invasão dos franceses na ilha de São Luís. O segundo carro foca no enredo de Ratos e Urubus. “João é uma referência, principalmente para a função carnavalesca, que começou a ganhar fama e visibilidade com ele. Acho que ele é o verdadeiro rei do Carnaval”, afirma Raphael.

Confira a transmissão ao vivo na RICTV Record:

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Ficha técnica

Localidade: Caeira do Saco dos Limões, Florianópolis

Fundação: 1976

Cores: vermelho e branco

Títulos: seis títulos no Grupo Especial e um título do Grupo de Acesso (2016)

 

Samba-enredo

Compositores: Casinha, Guilherme Cecílio, Jacson do Cavaco, Mancha do Cavaco, Rafa Schrann e Ricardo Martins

 

No céu reluziu uma estrela

A saudade me faz recordar

Não chore não vovó...

Dizia o menino em seu afago

Feito beija-flor voou na história

Num sopro da imaginação

Se fez poema o cisne a bailar

Oh... São Luís, encantarias

No cortejo adorado

Alquimia de um segredo apontado

O tesouro do seu Carnaval

 

Lançada a sorte é jogo de azar

A majestade venceu pode apostar

Exala um cheiro de flor

É primavera...lembranças que tempo revela  (bis)

 

Do quilombo lamentos em chamas de dor

Suplício de libertação

Desabrocha a arte no horizonte

Cenário extasiante de espantos sem igual

 

O soar da sirene anuncia

No reino da folia sua consagração

Nesse bal masqué larguem minha fantasia

Traz nostalgia, do luxo e a pobreza

Valeu João, a tua luz resplandeceu

A voz do povo é a voz de Deus (bis)

 

Sonhei que o rei voltou pra brilhar

Na consulado nesse chão

Roda saia baiana, gira porta bandeira

Caeira... hoje é o reino da emoção (bis)

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