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Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

  • Empresas ‘noteiras’ entram na mira da Receita Federal

    A Receita Federal já identificou mais de cinco mil empresas chamadas de “noteiras” – as que só existem no papel para emitir notas fiscais e inflar artificialmente o balanço de despesas de grandes corporações. “Na Odebrecht, investigada na Lava Jato, existem aproximadamente 100 noteiras”, afirma Iágaro Jung Martins, subsecretário de Fiscalização da Receita. A farra vai acabar em breve, e para muitas empresas.

    Libanese$

    Há um grupo libanês de olho na Oi. São os libaneses Gilberto Kassab, Michel Temer e Naji Nahas – que apresentou à dupla política o egípcio Naguibi Samiris, da Orascom.

    Tele de ouro

    Nelson Tanure tem hoje a maioria dos assentos no Conselho em aliança com os portugueses. A Oi tem passivo de R$ 64 bi, mas é a que mais pode crescer no interior.

    Oi, ministro

    Aliás, quem manda na Oi hoje é o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa, representante de um dos acionistas.

    Homem de exemplo

    O corte nos gastos da Petrobras é sério –[...]

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  • Governos Lula e Dilma fizeram da Fazenda o Ministério da Extorsão

    As informações dos delatores da Odebrecht e as vindouras vão revelar que, a exemplo da construtora, que tinha seu setor de propinas, os Governos Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram do Ministério da Fazenda seu Departamento de Extorsão oficial – e não só contra a empreiteira. Relatos nas mãos dos procuradores e da PF dão conta de que os ministros Antonio Palocci e Guido Mantega tocavam o terror, discreta ou diretamente, contra os grandes empresários que se negavam a dar ou ensaiavam protesto contra pagamento de propinas ao PT. Insinuavam que a Receita Federal os cercaria.

    Pressão na caneta

    Uma grande empresária de Brasília passou por isso na gestão Lula, com Palocci no ministério. Um diretor da empresa se mudou para os EUA para evitar perseguição.

    Gastrobrecht

    Cláudio Melo, o então poderoso diretor institucional da Odebrecht em Brasília, fazia a maioria das reuniões de negócios com os congressistas no SoHo do Pontão do Lago Sul.

    É feia a[...]

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  • Base de submarino nuclear rendeu R$ 67 milhões ao PT

    A executiva do PT ganhou R$ 67 milhões no contrato da Odebrecht com a Marinha para construir a base do submarino de propulsão nuclear no Rio de Janeiro. Foi Benedicto Barbosa quem descreveu detalhes, sobre a parceria firmada com a francesa DCNS e abençoada pelo Governo Lula da Silva. Mas a propina do contrato é muito maior, segundo delatores. Foram 40 milhões de euros (R$ 140 milhões) para um contato chamado José Amaro Ramos, que não se sabe ainda a quem representava; e 1,5 milhão de euros e mais R$ 500 mil para o então presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro.

    Quem fala

    Os relatos detalhados estão nas delações de Benedicto Barbosa, Fábio Gandolfo, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Marcelo Odebrecht e Marcos Grillo.

    Pixuleco..

    Entre 2012 e 2014, segundo Odebrecht, o PT levou R$ 17 milhões. O dinheiro foi exigido pelo então tesoureiro Vaccari Neto, para ajudar em eleições de aliados.

    ..e Puxadinho

    Após reclamar do atraso nos repasses para a obra com os[...]

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  • Julgamento da lista de Odebrecht no STF pode levar de 5 a 7 anos

    A investigação e o julgamento no Supremo Tribunal Federal dos que forem comprovadamente envolvidos no esquema da Odebrecht pode durar mais de cinco anos (o Mensalão, de pagamento de mesada por votações, demorou sete anos desde a revelação). Em suma, a Procuradoria Geral da República colocou todos os citados num balaio só: o STF e a PGR terão de descobrir ainda o que é caixa dois, o que é propina e o que é doação legal para os políticos. Parte dos deletados pode ser inocentada.

    Ou seja..

    .. Será longo caminho, o que pode frustrar expectativas geradas pela sociedade de Justiça rápida. Até o julgamento, muita gente pode se livrar ou não ter mais mandato.

    Blindagem

    José Alencar, saudoso ex-vice, citava que o maior problema é a impunidade. Michel Temer, por exemplo, não pode ser investigado por supostos crimes antes do mandato.

    Reformas

    Nota-se que não é a Previdência, a Fiscal ou Trabalhista. Para o País ter jeito as reformas serão a Cultural, a do[...]

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