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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Sindicato das agências vira caso de Polícia em Brasília

Procuradores do Ministério Público do DF e policiais da 5ª DP de Brasília investigam uma bomba com dinheiro do servidor público federal.

Leandro Mazzini

Procuradores do Ministério Público do DF e policiais da 5ª DP de Brasília investigam uma bomba com dinheiro do servidor público federal. O alvo é o Sinagências - Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação. Apura-se a compra de terreno de 40 mil metros no Park Way, bairro nobre, por mais de R$ 3 milhões - os diretores não mostraram uma escritura, segundo denunciantes, e boa parte do terreno fica numa Aérea de Proteção Ambiental. A Polícia investiga a criação, por dois dirigentes, da Cooperativa Habitacional Bandeirante, que já recebeu mais de R$ 1,8 milhão em repasses para a construção de um edifício residencial que não saiu da planta.

Puxa o extrato

MP e Polícia focam no ‘contrato de gaveta’ no terreno do Park Way para uma sede e as suspeitas de que o dinheiro para a cooperativa habitacional paguem despesas pessoais.

Atropelados

O convênio com a cooperativa habitacional foi feito pela cúpula, sem a devida aprovação em assembleia. O caso chegou à Polícia em dezembro de 2015. E segue.

O chefão

O Sinagências tem associados em todas as agências reguladoras, como Anatel, ANTT, Antaq, Anac, etc, e seu presidente é João Maria Medeiros de Oliveira, ligado ao PT.

Tem mai$

Consta também nos autos um misterioso cheque de R$ 100 mil de repasse para a Ansevs, em 2011, um antigo sindicato das categorias que já encerrara suas atividades.

Radiografia

João Maria disputou vaga de deputado federal em 2014, sem sucesso. O Sinagencias é ligado à CUT, e a investigação também mira suas ligações com o PT e a central. O Sinagencias arrecada cerca de R$ 3 milhões por ano e tem mais de 2,5 mil sindicalizados, do total de aproximadamente 11 mil servidores em todo o País.

 

Silêncio

Durante oito dias, a Coluna tentou contato com o Sinagencias por telefonemas e quatro e-mails enviados, sem resposta. Uma secretária informou que um diretor não abriria o e-mail informado no site. Publicamente, os dirigentes espalham que são alvos de perseguição política, por causa de um racha nas categorias.

Nepotismo 1

Parlamentares da oposição estudam meios jurídicos para pedir a demissão da primeira-dama Marcela Temer do comando do programa Criança Feliz. A ação será baseada na súmula vinculante número 13, que veda o nepotismo na administração pública, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal em 2008.

Nepotismo 2

Diz o texto da súmula: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau (...) viola a Constituição Federal”.  A vedação não existia à época do governo de FHC, quando a então primeira-dama, a socióloga Ruth Cardoso, chefiava o programa Comunidade Solidária. 

Do sertanejo ao folk

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), arriscou breve homenagem ao cantor Bob Dylan pelo Nobel de Literatura: “A força da sua poesia e da sua voz embalaram os sonhos e o inconformismo de milhões de jovens em todo o mundo”.

Encruzilhada

A defesa do ex-presidente Lula está indecisa. Depois de virar réu em uma terceira ação da Lava Jato, os advogados do petista ainda não chegaram a um consenso sobre apresentar ou não um habeas corpus preventivo para que o ex-presidente não seja preso. 

Na telinha

A oposição não perde a piada. Deputados repetem no Congresso que, com o terceiro processo aberto, Lula já pode pedir música no Fantástico da Globo.

Ponto Final

“Agradeço muito o carinho de grande parte das pessoas que encontro. Existem os contrários e os respeito também, mas me sinto gratificado pelo meu
esforço ter valido a pena”

 

De Eduardo Cunha, em alusão ao impeachment de Dilma, dias antes de ser agredido por uma idosa em um aeroporto Santos Dumont.

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