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Segunda-Feira, 17 de Dezembro de 2018
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Senado cobra Transição e tenta salvar COP-25 para o Brasil

O Senado vai enviar requerimento ao Governo de Transição para que seja revista a desistência

Leandro Mazzini

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado vai enviar requerimento ao Governo de Transição para que seja revista a desistência do Brasil de sediar a COP-25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas).

Semana passada, o Itamaraty comunicou à ONU a retirada da candidatura alegando “restrições fiscais e orçamentárias” – medida que vai ao encontro das pretensões do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), um crítico do Acordo.

O presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL), dialoga com interlocutores da Transição para tentar reverter a decisão. “É conversa para boi dormir”, afirma Collor sobre a alegação de falta de verbas.

Vai nessa!

Na sabatina do embaixador indicado para a Síria, Fábio Pitaluga, há dias, o senador Collor exibiu vídeo de 10 minutos sobre a cidade de Homs destruída. Missão difícil.

 

MEC abre ‘janela’ para cursos de Medicina e surpreende faculdades

Quem sabia, correu e pegou; quem não sabia.. é porque não é da patota do Ministério da Educação que manda no filão do mercado de diplomas.

Editada nesta quinta-feira (6) pelo Ministro da Educação, a Portaria 1.302 teve efeito relâmpago, concedendo (por menos de 24 horas) a possibilidade de solicitação de novas vagas de Medicina. Poucas faculdades aproveitaram a ‘janela’.

Fato é que o protocolo de pedidos de aumento de vagas estava suspenso pela Portaria do MEC nº 328, desde 5 de abril de 2018. E a de ontem pegou muita gente de surpresa

 

Patriota faz as pazes com Bolsonaro

O presidente do Patriota, Adilson Barroso, o ex bóia-fria do interior paulista, fez as pazes com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), nesta quinta-feira (6) em visita ao amigo eleito.

Bolsonaro ensaiou uma filiação ao Patriota, mas recuou, após Barroso recusar a proposta de entregar todos os diretórios estaduais e toda a Executiva nacional ao grupo do então pré-candidato.

À época, à Coluna, Barroso acusou a ‘ganância’ do advogado Gustavo Bebianno, agora futuro ministro da Secretaria de Governo.

Confiante de que Bolsonaro seria o candidato do partido, Barroso veiculou imagens do deputado pré-candidato em inserções do Patriota na TV.

Pajelança da Igreja evitou Funai nas mãos do agronegócio

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) ligado à Igreja fez pressão e, aliado a outras entidades, conseguiu evitar que o staff do presidente eleito, Jair Bolsonaro, incluísse a Fundação Nacional do Índio (Funai) sob o guarda-chuva do Ministério da Agricultura, conforme ventilou pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

À Coluna, o secretário-executivo da entidade, Cleber Busato, afirma que havia risco de a manobra impedir a demarcação de terras indígenas e ampliar autorizações para atividades agropecuárias e mineração.

A Funai, conforme anunciado nesta quinta (6), ficará sob o bojo do Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos, com a futura ministra Damares Alves.

Explica, doutora

Damares Alves ‘chegou chegando’. Como futura ministra da Mulher e Direitos Humanos, pode começar a explicar ao País o que é “desengravidar”.

A nova ministra atua no gabinete de Magno Malta, mas já foi chefe de gabinete do deputado evangélico João Campos (PRB-GO). Não foi Malta, nem Campos. É ela.

Alô, Polícia

O presidente do PROS, Eurípedes Júnior, circulou pelo Cafezinho da Câmara portando botton de deputado federal, embora não o seja. Há testemunhas.

Bolsogate?

As bancadas do PT na Câmara e no Senado tentam, sem sucesso até agora, coletar assinaturas de deputados para instalar a “CPI do Bolsogate” e investigar o suposto esquema fraudulento que teria sido utilizado por Bolsonaro para vencer a eleição presidencial. A deputada Luizianne Lins (PT-CE) encabeça a coleta de assinaturas.

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