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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Michel Temer quer conceder loterias da Caixa em 2017

Michel Temer incluiu a concessão da operação das loterias federais da Caixa, como as tradicionais Quina e Mega Sena, na mensagem presidencial que lerá no Congresso em 2017

Leandro Mazzini

Na mensagem que prepara para o Congresso Nacional em fevereiro, cuja comissão interministerial começou a esboçar, o presidente da República, Michel Temer, incluiu a concessão da operação das loterias federais da Caixa, como as tradicionais Quina e Mega Sena. Temer também planeja privatizar os investimentos em saneamento básico – incentivando PPPs com as prefeituras – mais aeroportos e investir em terminais regionais – plano que já era de Dilma Rousseff. Vai também ‘desestatizar’ grande parte do setor de energia elétrica.

Quem manda

O cabeça da operação é o ministro Moreira Franco, seu braço direito no Governo e que já presidiu a vice de Loterias da Caixa. Homem certo para a operação.

Presentão

Há quem veja a concessão de serviços de saneamento um presente para as grandes empreiteiras de sempre, que minguaram com a Lava Jato.

Democracia

Nota-se o silêncio ensurdecedor de panelas nas varandas e janelas, e o grito de movimentos nas ruas. Onde estão? Só valiam para os desmandos do PT?

Que país é esse? 

Qual a relação entre Renato Russo e sua famosa banda Legião Urbana com a atual crise que desafinou as notas do Governo de Michel Temer? O ministro Geddel Vieira Lima, derrubado do cargo pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, estudou com Renato em uma escola de Brasília.

Coincidências

Renato chamava Geddel de “suíno”.  O enredo político-musical também tem como personagem o delegado Josélio Azevedo de Sousa que colheu o bombástico depoimento de Calero e é fã ardoroso da Legião.

 171 pela CPI

Deputados e senadores da oposição garimpam dissidentes e os chamados “parlamentares neutros” para conseguir 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado para instalar uma CPMI para apurar o tráfico de influência de Geddel.

Sem folga

Geddel sai de cena mas a cena política não o deixa. Ele vai trabalhar forte por telefonemas para tentar minar, entre ex-colegas, a CPMI que se articula.

Comemoração quieta

Os ex-presidentes Dilma e Lula evitaram comentar a demissão do ministro Geddel Lima. Faz parte da nova estratégia petista de cautela para evitar a acusação de que o partido torce pelo “quanto pior, melhor”.

Hein!?

Não ficou claro o motivo da reunião-surpresa entre o ministro Alexandre de Moraes (Justiça) e o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), no gabinete do tucano na tarde de segunda-feira e sem previsão na agenda.

Corte.. 

Com a assinatura de 27 colegas, o senador Magno Malta (PR-ES) protocolou na mesa-diretora do Senado uma PEC que fixa em R$ 15 mil os salários de deputados e senadores pelos próximos 20 anos.

.. para valer

“Temos que fazer o dever de casa”, pondera o senador Magno ao lembrar que o prazo é o mesmo previsto no regime fiscal do governo de Michel Temer.

Batendo ponto

Com Geddel na grelha, dois ministros palacianos – Eliseu Padilha e Moreira Franco – entraram na função, dispararam telefonemas e se reuniram com senadores para articular a aprovação da PEC do Teto de Gastos.

A conferir

Avisaram ao presidente Temer que o “caso Geddel” não mudou o cenário e o Governo terá até 63 votos a favor do ajuste no 1º turno, na terça-feira.

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