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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Dilma conta 175, oposição diz ter 367 - alguém erra

Leandro Mazzini

A presidente Dilma e os ministros palacianos fecharam a sexta-feira com 175 votos contra seu afastamento do cargo – três a mais do que o necessário para barrar o processo de impeachment. A oposição canta vitória e avisa que tem 367 votos (são necessários 342), e faz apostas sobre a composição de um Governo Temer a partir do fim de maio. Mas a conta não fecha. São apenas 513 deputados. E alguém vai descobrir estar errado neste domingo.

Puleiro

É apenas um pouco do circo montado para domingo. O primeiro deputado a votar chama-se Abel Galinha (DEM-RR). E promete uma surpresa na fala.

Esplanada Doc

A Abin e as Forças Armadas escalaram seus mais experientes agentes para registrarem em fotos e vídeos a movimentação dos protestos na Esplanada.

Te cuida, garoto

A Polícia Federal tem informações e já investiga um deputado federal de Minas Gerais que seria sócio oculto de Bené Oliveira, preso novamente na Operação Acrônimo.

Fundo-frete

Movimentos pró e contra o impeachment lançaram campanha de arrecadação. Todo centavo embolsado, é destinado para compra de camisetas, bandeiras e adesivos. Antipetistas já conseguiram uma frota invejável de mais de 100 ônibus para conduzir militantes. Foi distribuída lista com horários do busão e pontos de paradas.  

Vestiu a camisa

Ao justificar a saída do cargo para votar contra o impeachment da presidente Dilma, o ministro Marcelo Castro, da Saúde, vestiu de vez a camisa de aliado: “Estaria rasgando minha biografia se votasse a favor desse processo.”

Que processo?

Mais que empenhado na condução do impeachment, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não anda muito preocupado com o processo de cassação que enfrenta no Conselho de Ética. “Essa é uma outra história”, desconversa.

Famoso quem?

A situação anda tão tensa no Congresso que um segurança barrou o ex-líder do DEM na entrada do salão verde. Só faltou Mendonça filho mostrar a carteirinha para passar.

Tá difícil

Em clima de final de Copa do Mundo, a presidente Dilma disparou telefonemas para ministros e líderes aliados no Congresso e pediu para vestirem a “camisa do otimismo”.

Libras

A segurança no Congresso está demasiada reforçada. Atrasado, um funcionário da Câmara, intérprete de Libras, foi barrado ontem e quase derrubado ao tentar acessar o plenário. Só foi liberado depois de explicar ao agente – oralmente – o porquê da pressa.  

Desceu ardendo

Os deputados que participaram do café com a presidente Dilma se mostraram surpresos com o “astral” da petista na véspera da votação do impeachment. “Foi o melhor café da manhã dos últimos tempos”, disse o líder do Governo, José Guimarães (PT-CE).

É Ivete!

Ivete Vargas, a sobrinha do saudoso ex-presidente da República, será a homenageada com seu nome no Instituto de estudos do PTB, que perdeu os direitos para a FGV de usar o nome de Getúlio Vargas.

Memórias do plenário

Ivete é dos tempos de grandes embates orais quando o Congresso ainda era no Rio, no Palácio Tiradentes. Certo dia a deputada gritou para o arqui-inimigo de Vargas, Carlos Lacerda: “O senhor é um purgante!”. E ele, sereno da tribuna: “E a senhora é o efeito”.

Ponto Final

“Todo mundo sabe que se o Congresso tirar a posição de não aprovar o impeachment está colocando o País num grande impasse”

Do ex-líder cara pintada e hoje senador, Lindbergh Farias, em 1992, sobre o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

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