Vice na Copa, seleção croata é recebida com festa em Zagreb

ZAGREB, CROÁCIA (FOLHAPRESS) – Para a população croata, a síndrome de abstinência da Copa do Mundo só deve começar a bater nesta terça-feira (17). Nesta segunda (16), na capital do país, Zagreb, era como se o título, perdido para a França na decisão em Moscou, ainda estivesse em jogo.

 Rakitic foi um dos destaques da Croácia na Copa  -  Divulgação / Twitter
Rakitic foi um dos destaques da Croácia na Copa – Divulgação / Twitter

A prefeitura preparou um esquema para receber os jogadores na cidade. O destino final de Modric, Rakitic e companhia era a praça Ban Josip Jelacic, no centro, principal ponto de encontro dos croatas durante o Mundial.

Desde cedo, já havia gente na rua. O tráfego estava suspenso em diversos trechos, e os acessos para pedestres haviam sido bloqueados no entorno da praça.

O plano inicial era que a seleção chegasse ao aeroporto de Zagreb às 14h —houve atraso de uma hora e meia. A delegação só foi se aproximar da Ban Josip Jelacic às 20h, quando começava a chover.

Mesmo assim, foi recebida com milhares de balões brancos e vermelhos, cantoria e sinalizadores acesos (o estoque dos croatas parece interminável). Em seguida, os jogadores subiram ao palco montado no local e regeram a torcida na continuação da cantoria e nas danças. Virou show até com pirotecnia.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a polícia estimou um público de 250 mil pessoas na festa.

 Modric teve mais uma atuação muito boa contra a Inglaterra, ajudando a Croácia a ir à final da Copa, que será contra a França  -  AFP
Modric foi eleito o craque da competição – AFP

No caminho até o centro, os vice-campeões desfilaram em carro aberto. De quando em quando, paravam para cumprimentar os fãs, que precisavam fazer algumas estripulias acrobáticas para superar a altura do veículo.

O técnico, Zlatko Dalic, era um dos mais procurados.

No cardápio do time, pizza e cerveja. Por causa do calor na cidade durante a tarde, 28ºC, caminhões com água potável foram disponibilizados na região central, para que o público pudesse encher suas garrafas enquanto esperava Suba, Mandzu —como são chamados, carinhosamente, o goleiro Subasic e o atacante Mandzukic— e os demais.

Quem não conseguiu um espaço na praça se ajeitou nos bares e cafés (os que não tinham televisão estavam vazios). Foram horas acompanhando o trajeto, com eventuais gritos de saudação, principalmente quando o zagueiro Lovren aparecia na tela.

Se os adultos se entretinham com cervejas e papo, sobrava o tédio para as crianças. Em um dos bares, uma garotinha tentava aperfeiçoar sua técnica na estrela (a da ginástica artística), enquanto os atletas desfilavam ali do lado.

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ZAGREB, CROÁCIA (FOLHAPRESS) – Para a população croata, a síndrome de abstinência da Copa do Mundo só deve começar a bater nesta terça-feira (17). Nesta segunda (16), na capital do país, Zagreb, era como se o título, perdido para a França na decisão em Moscou, ainda estivesse em jogo.

A prefeitura preparou um esquema para receber os jogadores na cidade. O destino final de Modric, Rakitic e companhia era a praça Ban Josip Jelacic, no centro, principal ponto de encontro dos croatas durante o Mundial.

Desde cedo, já havia gente na rua. O tráfego estava suspenso em diversos trechos, e os acessos para pedestres haviam sido bloqueados no entorno da praça.

O plano inicial era que a seleção chegasse ao aeroporto de Zagreb às 14h —houve atraso de uma hora e meia. A delegação só foi se aproximar da Ban Josip Jelacic às 20h, quando começava a chover.

Mesmo assim, foi recebida com milhares de balões brancos e vermelhos, cantoria e sinalizadores acesos (o estoque dos croatas parece interminável). Em seguida, os jogadores subiram ao palco montado no local e regeram a torcida na continuação da cantoria e nas danças. Virou show até com pirotecnia.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a polícia estimou um público de 250 mil pessoas na festa.

No caminho até o centro, os vice-campeões desfilaram em carro aberto. De quando em quando, paravam para cumprimentar os fãs, que precisavam fazer algumas estripulias acrobáticas para superar a altura do veículo.

O técnico, Zlatko Dalic, era um dos mais procurados.

No cardápio do time, pizza e cerveja. Por causa do calor na cidade durante a tarde, 28ºC, caminhões com água potável foram disponibilizados na região central, para que o público pudesse encher suas garrafas enquanto esperava Suba, Mandzu —como são chamados, carinhosamente, o goleiro Subasic e o atacante Mandzukic— e os demais.

Quem não conseguiu um espaço na praça se ajeitou nos bares e cafés (os que não tinham televisão estavam vazios). Foram horas acompanhando o trajeto, com eventuais gritos de saudação, principalmente quando o zagueiro Lovren aparecia na tela.

Se os adultos se entretinham com cervejas e papo, sobrava o tédio para as crianças. Em um dos bares, uma garotinha tentava aperfeiçoar sua técnica na estrela (a da ginástica artística), enquanto os atletas desfilavam ali do lado.

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