Aposentado, M10 admite necessidade de conversa: “Não vou vim para ficar quieto”

Torcida azurra não perdeu a chance de provocar o rival Figueirense - Marco Santiago/ND
Torcida azurra não perdeu a chance de provocar o rival Figueirense – Marco Santiago/ND

O Avaí estará na Série A em 2019 e o grande objetivo da temporada 2018 foi conquistado. A partida que terminou em festa depois do empate ficou com um pequeno vazio já que, diante do jogo que poderia marcar a sua despedida, Marquinhos Santos, o maior ídolo do Avaí, pendurou sua chuteira sem poder tocar na bola ao longo do tempo regulamentar.

Esse porém, ficou em segundo plano. Mesmo sem poder entrar em campo, M10 exaltou o clube de volta ao topo do futebol nacional e minimizou o fato de não ter ingressado na partida.

“Eu nunca joguei para o Marquinhos, sempre joguei pelo e para o Avaí Futebol Clube. Sabia que seria difícil jogar hoje (ontem), do jeito que o jogo se desenhou, ficou muito difícil. Mas eu estou satisfeito, eu consegui deixar o clube que eu amo, mais uma vez, na elite”, vibrou o Galego.

O camisa dez, no entanto, fez uma ressalva e na condição de ex-jogador fez um alerta para o próximo ano.

“Não temos que ser campeões de nada, nosso objetivo, no ano que vem, tem que ser permanecer na Série A. Eu estou cansado de a gente subir e não se manter. Temos que evoluir na questão do clube e fazer um time forte”, projetou.

Sobre sua permanência, lembrou que quer descansar, tirar férias e se dedicar a família. Depois a ideia é conversar com o presidente Francisco Battisotti para que, se for o caso, possa assumir uma função administrativa. Mas engana-se quem, mesmo longe das quatro linhas, Marquinhos estará longe das polêmicas.

“Eu tenho a personalidade forte. Temos que conversar e saber sobre seguir aqui dentro. Eu não vou vim para o Avaí para ficar quieto e sem poder falar nada”.

Em mais de 15 minutos de entrevista coletiva, Marquinhos não perdeu a oportunidade de alfinetar o rival Figueirense.

“Estamos com o salário atrasado, mas ninguém se jogou no DM (Departamento Médico), nem usou isso como justificativa. Eu levanto essa bandeira, estou cercado de homens, de jogadores de caráter”, elogiou, antes de disparar: “Nós comemos pizza dentro do vestiário comemorando o acesso. Não foi comemorando uma vitória com as calças na mão, comemoramos colocando o Avaí na Série A”, lembrou, em alusão ao clássico do segundo turno da competição, onde o Figueirense bateu o Avaí dentro da Ressacada por 1 a 0 e, ao final da partida, colocou velas sobre as pizzas em “comemoração” ao aniversário do Leão, dia 1º de setembro.

Festa e provocação pelas ruas da Grande Florianópolis

Há quem defenda que vaga não se comemora, mas não foi isso que aconteceu na região da Grande Florianópolis. Camisas em azul e branco desfilaram por ruas e avenidas em todas as cidades. No estabelecimento tradicional da Beira-Mar Norte, torcedores fizeram muita festa sem, óbvio, não esquecer o Furacão do Estreito.

Em uma noite interminável de sábado, um grupo de torcedores, entre milhares espalhados pela região, fizeram a festa em companhia de um caixão em preto e branco, tradicional alusão ao clube rival.

“Vai ser mais uma vez o maior de Florianópolis e do Estado na A e o outro, que acha que é grande, vai lutar para não cair para Série C”, sorriu o “vidente” e torcedor José Aloísio dos Santos, de 47 anos, no pátio do estádio da Ressacada, antes da bola rolar.

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