Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Sharapova

Atualizado

É isso mesmo, você adivinhou. Vou falar de Maria Sharapova, linda e competente, russa, campeã de tênis, riquíssima.

Acabei de ler sobre a vida dessa “menina”, afinal, não passa de menina uma mulher com 35 anos… Essa garota, na sua autobiografia, conta de uma postura dela como tenista que me fez voltar no tempo. No tempo em que fui, por 25 anos, narrador de futebol. Conheci o Brasil nos cafundós e muito do mundo nos detalhes, viajei tanto que talvez por isso não tenha hoje muito entusiasmo por viagens… Convivi com os melhores jogadores do futebol do Brasil nos aeroportos, hotéis, estádios, por aí tudo. E firmei uma convicção: vencer na vida exige mais que talento, bem mais. Já vou dizer do que aprendi, antes vou citar uma frase da Sharapova.

Ela diz que – “Sempre acreditei que precisamos treinar mais pesado do que jogamos. É assim que vencemos, pois a partida parece então como um descanso. E nesse mundo não treinamos para uma partida, um torneio ou uma temporada, mas para toda a carreira…”.

Essa frase da russinha fez-me lembrar de “craques” que conheci e que não chegaram ao estrelado, tudo porque eram desidiosos nos treinamentos, não se aplicavam na condição física e fora do campo eram farristas… Com esse tipo de comportamento ninguém vai longe, malgrado o melhor talento possível.

E o que digo vale para crianças e para os adolescentes que estão começando o ano letivo. Começando, ainda temos tudo pela frente. Quem estudar duro, em casa, depois das aulas, incondicionalmente, todos os dias, passará de ano com notas de sobra e… Mais tarde poderá escolher o vestibular que for, passará fazendo palavras-cruzadas. Mas os mandriões deixam tudo para “mais tarde”, é muito cedo ainda, dizem… E quando estiveram com a corda no pescoço, os papaizinhos dirão que a culpa é da professora, do colégio, disso e daquilo. Frouxos.

Quem “treina” mais duro do que a exigência profissional requer está sempre bem mais perto da vitória do que os desatentos das qualificações ou dos estudos. Aliás, se as pessoas cuidassem da mulher ou do marido durante o casamento como “cuidaram” antes da conquista, antes da argola no dedo, ah, os matrimônios não acabariam como andam acabando…

“Shara”, fizeste um ace! Uma raquetada, amiga!

 

ELES

Se a Sharapova, de quem falei aí em cima, fosse homem, ah, estaria no BOPE, Batalhão de Operações Policiais Especiais. A guria é do tipo que aplica o princípio do “treinamento duro, combate fácil”. Ou então da outra máxima dos guerreiros do Bope: – “Não nos pergunte se somos capazes, dê-nos a missão”. E saiamos da frente. É assim que construímos vitórias e conquistamos a paz, com duros combates e instigantes missões cumpridas. Só assim.

 

FALTA DIZER

Ouço idiotas todos os dias falando mal do capitalismo, desejando “estranhos” governos para o Brasil, e “esquecem” que eles têm um trabalho numa empresa do capitalismo que os mantêm vivos.  Esquecem que os pais deles, e assim toda a família, vivem do capitalismo. Por que não vão para Cuba ou Venezuela, abobados da corte?

 

 

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