Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

“Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”

Atualizado

Quando converso ou ouço pessoas apuro meus ouvidos. Escuto-as. Escutar, você sabe, é mais que ouvir, é jogar a mente sobre o que está sendo ouvido. Ouvir todos ouvem, basta não ser surdo. E por que as escuto? Para aprender e para conhecer as pessoas, afinal, não é de hoje que se sabe que falando abrimos todos os poros dos nossos segredos, nos revelamos mais rápido que diante de um delegado na delegacia… Fala, se queres que te conheça. Certo? Vamos então à nossa conversa de hoje.

Ontem, numa roda de cafezinho num shopping de Florianópolis, todos falavam ao mesmo tempo e ninguém dizia nada que prestasse. Até que… Alguém disse que não acreditava em nada. Frase forte, reveladora e falsa… Como falsa? Claro que quem diz que não acredita em nada, acredita sim. E, pior, acredita em bobagens.

Quando alguém diz que não acredita em nada, condena-se à uma vida miserável. E é fácil de entender, não é de hoje que se sabe que os que acreditam no impossível são os mais felizes.

Ando até aqui de médicos “científicos” ou de pessoas que se dão por objetivas e não aceitam ou descartam os poderes da fé, dos “milagres”. Há de ser muito infeliz, e insuportável de convívio, quem em nada acredita ou diz não acreditar. E dizendo isso, outra vez, cito Marcos, o evangelista, capítulo 9, versículo 23: – “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”. Imagine uma enfermaria de UTI sem a fé, o paciente entubado e consciente, olhando para o teto e dizendo a si mesmo: não tem cura, daqui não saio… Ou ouvindo isso de um médico. Quem desiste da fé ou quem a manda para longe, por desencantos ou o que for, celebra união com a desesperança, e quem perde a esperança, morreu… Morreu em vida e sem morrer.

Crer nos impossíveis é crer no grande mistério da vida, o que hoje não é, amanhã poderá ser, o que ontem não era, hoje é… Milagres não passam de “ciência” negados pela ignorância. O que até ontem na vida era um milagre, hoje é uma realidade, mas essa realidade só poderá ser vivida pelos vívidos da fé, os que creem no impossível… Creia, não desista.

 

FELICIDADE

Não me lembro de alguém me ter perguntado um dia se é possível viver sem felicidade, mas… Se um dia alguém me fizer essa pergunta, direi que sim, claro que é possível viver sem felicidade. 95% das pessoas vivem sem felicidade, calculo. E andam por aí, “vivas”. Muitas vão a baladas, outras tomam soníferos, não poucas vivem rangendo dentes dentro de carros caros, muitas vivem viajando… gente das 95% por cento, infelizes. Indiscutível.

 

FALTA DIZER

 

Uma pesquisa que não vai ser feita e se fosse as respostas seriam, por absoluta maioria, mentirosas. Quantas pessoas estarão agora lembrando com muita felicidade o carnaval que passou? E quantas estarão cheias de dúvidas e medos? O bloco da felicidade tem poucos integrantes…

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