Reitor afasta definitivamente o corregedor-geral da UFSC

Atualizado

Rodolfo Hickel do Prado está definitivamente fora da corregedoria da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Afastado da instituição por cerca de 90 dias (licença e férias), ele anunciou na terça (6), em entrevista a um jornal de circulação nacional, que voltaria nesta quarta-feira (7) a exercer a função. Foi exonerado pelo reitor pro-tempore, Ubaldo Cesar Balthazar, como acontece com qualquer ocupante de cargo de confiança.

Na entrevista, Rodolfo mostrava-se determinado a retornar à função e enfrentar o grupo político do falecido reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, o Cao. Em suma, ele pretendia voltar a perseguir professores e servidores e interferir no processo sucessório interno da reitoria, que está em curso.

O ex-corregedor é funcionário administrativo da AGU (Advocacia Geral da União) e havia sido escolhido para o cargo no final da gestão de Roselane Neckel, adversária política de Cancellier.

Internamente, a entrevista de Rodolfo divulgada na terça-feira causou inquietação e indignação na comunidade acadêmica. Simplesmente pelo fato de que ele era um corpo estranho à instituição, desconhecia (ou ignorava) os mecanismos internos de controle e foi o principal responsável pela deflagração da Operação Ouvidos Moucos, em setembro, que culminou com a trágica morte de Cancellier, em 2 de outubro. A delegada federal responsável pela operação, Erika Marena, foi transferida de Florianópolis para Aracaju (SE) no fim de 2017. Até esta quarta-feira (7) não há indicativos de que a Ouvidos Moucos tenha comprovado irregularidades (ou responsabilizado eventuais denunciados) na concessão de bolsas de estudos no curso de Administração a distância.

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