Assembleia catarinense dá exemplo ao barrar privilégio para deputados

Atualizado

Uma decisão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, aprovada pela maioria dos deputados, é um exemplo de como os poderes constituídos podem contribuir para a redução de privilégios inaceitáveis – como o auxílio-saúde que vigorou por 26 anos na Alesc, cujo objetivo era reembolsar as despesas médicas dos parlamentares. Num país de tantas e flagrantes desigualdades é injusto e indigno que segmentos funcionais tenham acesso a benefícios que nenhum dos comuns mortais poderia obter.

O fim do auxílio-saúde na Assembleia catarinense é uma conquista da sociedade, que repudiou abertamente sua existência nos últimos meses, embora a maioria das pessoas desconhecesse a existência desse penduricalho financeiro imoral. Contribuiu para essa conscientização o trabalho desenvolvido pelos meios de comunicação, como os veículos do Grupo RIC, que denunciaram amplamente o privilégio inaceitável.

Falta corrigir muitas outras distorções fundamentais, como o auxílio-moradia, indecência que beneficia segmentos privilegiados do funcionalismo, num país em que milhares de pessoas moram sob viadutos ou marquises, sem a menor condição de acesso à casa própria.

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