Altair Magagnin

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Deputados revogarão reembolso de tratamentos médicos; falta transparência ao que foi pago

Um privilégio que não cabe em momento algum, mas torna-se inaceitável nesses tempos de gravíssima crise econômica, o pagamento integral das despesas médicas e hospitalares dos deputados estaduais catarinenses deve ser encerrado nesta terça-feira (11). A resolução que autoriza o benefício data de 1992, mas foi o boom gerado pelo então presidente Aldo Schneider (MDB) que despertou para a necessidade de revisão na norma. Dentro da lei, Aldo ressarciu R$ 3,6 milhões durante o atual mandato. Por mais que tenha sido responsável por 90% dos reembolsos entre os anos de 2015 e 2018, o destino do dinheiro é público e notório, o tratamento de um câncer, que ceifou a vida do parlamentar no mês passado. Mas, e os outros 10%? Ninguém sabe. Ou melhor, há quem saiba, mas a informação não está pública. Os incontáveis pedidos da imprensa – em especial do Notícias do Dia, que se debruçou sobre o caso – foram negados, até mesmo o pedido por meio da Lei de Acesso à Informação. Nos bastidores, comenta-se que até procedimentos estéticos teriam sido bancados pela Casa. A falta de informação abre espaço para especulações desta natureza. O fim desse privilégio é um grande passo que a Assembleia dará, mas, pelo bem da transparência, esses dados precisam vir a público.

Assembleia Legislativa de Santa Catarina - Daniel Queiroz/ND
Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Daniel Queiroz/ND

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