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Domingo, 25 de Setembro de 2016
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Candidata aprova decisão da Câmara de refazer provas do concurso

Novas provas de conhecimento específico para os cargos de jornalista e relações públicas do concurso público da Câmara de Vereadores de Joinville serão feitas em março

Daiana Constantino
Joinville

A decisão de refazer as provas de conhecimento específico para os cargos de jornalista e relações públicas do concurso público da Câmara de Vereadores de Joinville deixou a candidata Andréia Constantino satisfeita.

Ela comemorou a notícia divulgada na quinta, quando, por meio de nota, o Legislativo anunciou que serão anulados os exames porque o Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal), contratado para realizar o concurso, não aplicou questões inéditas, conforme previa o acordo entre a entidade e a Câmara de Vereadores.

O Legislativo reconheceu que as referidas provas do instituto apresentavam perguntas similares a de outros concursos, conforme denúncias feitas ao Ministério Público. Andréia, que concorre a vaga de Relações Públicas, e a candidata Gisele Silveira, que disputa a vaga de jornalismo, suspeitaram de plágio e procuraram 13ª Promotoria de Justiça, que abriu inquérito para investigar o caso na última segunda – um dia depois do concurso.

“Acho que foi correto (anulação das provas). Foi uma decisão rápida da Câmara e do Ibam. Diante da situação, havia dúvida se alguém tivesse acesso às questões (copiadas de outros de concursos). Só não sei o que vão achar as pessoas que moram muito longe de Joinville,” disse Andréia.

Ela tem a vantagem de morar em Joinville, além de ter se dado bem no gabarito. Acertou o número mínimo de questões em todas as disciplinas. Agora, vai refazer a prova de conhecimento específico e disputar a única vaga para relações públicas.  Os candidatos terão de refazer o exame, em horário e local a ser definido, em 16 de março.

Apesar do cancelamento das provas, o Ministério Público vai investigar as questões aplicadas para todos os 13 cargos. Se houver plágio em outras áreas e em grande volume, há a possibilidade de a promotoria pedir na Justiça a anulação do concurso público.

Sobre a nota

De acordo com a nota, “as bancas contratadas pelo Ibam firmam um termo de compromisso em que, entre outras coisas, se comprometem a elaborar questões inéditas, o que, nos casos ora mencionados, infelizmente não ocorreu.”

O concurso teve 6.298 presentes, que disputaram a 47 vagas, distribuídas entre 13 cargos. Segundo a nota, apenas os candidatos às quatro vagas de jornalista e uma de relações públicas serão chamados para refazer o teste, e apenas para conhecimentos específicos. Os demais candidatos devem aguardar a divulgação do resultado final, conforme edital. 

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