Leilão de veículos apreendidos pelo Detran será realizado em Joinville

Os valores arrecadados irão para o Fundo de Me­lhoria da Segurança Pública, do governo do Estado


Luciano Moraes/ND
Luciano Moraes/ND
Além dos veículos que po­dem ser arrematados e voltar a circular, o leilão contempla as aquisições de carros e motos para retirada de peças

Um Gol Special 2002 por R$ 800 ou uma Honda Fan 2007 por R$ 250. Essas são apenas duas das 184 oportunidades para os in­teressados em adquirir um veícu­lo documentado, livre de multas e pronto para rodar. Os valores são os lances iniciais do próximo leilão público do Detran (Depar­tamento Estadual de Trânsito), marcado para esta terça-feira (28), às 9h, no pátio da G. Truck, no bair­ro Floresta, para onde são levados os veículos apreendidos ou retira­dos de circulação. No total, serão 483 veículos disponíveis.

Além dos veículos que po­dem ser arrematados e voltar a circular, o leilão contempla as aquisições de carros e motos para retirada de peças. Os preços mí­nimos entre os 299 veículos para sucata variam de R$ 50, caso de um Fusca 1973, até R$ 2.100, lote de um Ford Focus 2009. A visi­tação antecipada dos bens ocorre a partir das 9h desta segunda-feira (27), no pátio da empresa de guincho. Nesta terça, o leilão começa primeiro com a venda dos veículos documenta­dos – 154 motocicletas e 30 au­tomóveis –, terminando com os considerados sucatas, sem docu­mentação.

Os valores arrecadados com o leilão irão para o Fundo de Me­lhoria da Segurança Pública, do governo do Estado. Enquanto os cofres públicos são beneficiados, os arrematadores também têm ótima oportunidade de negócio, conforme destacam os leiloeiros públicos oficiais. A expectativa é de que todas as unidades sejam arrematadas, seguindo o resulta­do do último leilão, ocorrido em novembro. “Temos grande expec­tativa de que todos os veículos se­jam vendidos. A procura é sempre boa e da última vez tivemos ótima arrecadação”, comentou o leilo­eiro César Luis Moresco, que vai comandar os lances nesta terça.

Sobre a maioria dos veículos para circulação ser moto, Mores­co explicou que não é um critério de seleção, mas resultado do que foi autorizado para leilão em vir­tude das ocorrências. “A quanti­dade reflete o que tem sido mais apreendido nas ruas pela fiscali­zação”, aponta.

Renda extra

 De acordo com o leiloeiro público Giovano Ávila Alves, o leilão de veículos tem se tornado, mais do que uma opção de compra barata, uma chance para os arrematadores obterem renda extra com as aquisições. “O leilão se tornou atrativo para quem busca uma renda extra. As pessoas compram não só para uso, mas para revender, e isso tem dado uma resposta muito interessante. Virou uma alternativa suplementar para o cidadão ampliar seus ganhos”, destacou.

O arremate ainda tem sido bom negócio para quem precisa trocar peças de seu veículo mas não acha os preços de mercado acessíveis. “Muita gente prefere comprar no leilão para substituir as peças num veículo estragado. Tanto por um lado quanto por outro, é sempre um bom negócio, afinal os preços de leilão são muito abaixo dos valores praticados no mercado”, considerou. Para os interessados em rodar com os veículos, Alves ressalta que não há com o que se preocupar sobre restrições. “O arrematador não arcará com nenhuma despesa de multas ou impostos atrasados”, garantiu.

Publicado em 27/05/13-11:03