Um olhar sobre a cidade de Joinville

Em fotos. Lino Sasse edita seu tradicional calendário, com textos também em inglês e espanhol

Alexandre Perger
Alexandre Perger
Jornalista nascido em Joinville.


Joinville

Nos últimos 15 anos, todos os meses de novembro, os joinvilenses aguardam o Calendário Joinville em Fotos. As primeiras edições, a partir de 1998, saíram do Núcleo de Fotografia da Acij mas, desde 2006, ele é assinado por Lino Sasse e pelo filho, Lionei.

A edição 2014, repleta com fotos de pontos turísticos, ruas e outras paisagens de Joinville, sempre com olhar diferente do comum, já está disponível. A tiragem é de 10.500 unidades, maior que em 2013 (nas versões parede e mesa). É comum os calendários serem enviados ao exterior, mas este ano essa tendência será reforçada pela compra de 2.500 peças pela Tupy. Além do português, a empresa pediu exemplares em inglês e espanhol.

Outras empresas fizeram pedidos antecipados de calendário. Segundo Sasse, a maioria é fiel e compra todos os anos, muitas vezes sem que o fotógrafo procure os empresários. “Isso significa que o calendário está dando retorno para as empresas, porque é um bom brinde, algo que fica ali o ano todo”, diz Sasse. “Já está inserido no contexto da cidade e a divulga no mundo todo. Não dá para deixar de fazer.”

Outro fator que comprova o sucesso da peça é que Sasse não utiliza vendedores para comercializar os calendários, deixa apenas em alguns pontos de venda. “Não quero massificar, porque assim fica algo melhor”, explica. Foram colocados 800 calendários à venda, que podem ser encontrados na Livraria Midas e na Papelaria Desetécnica.

 

 

 

Lionei Sasse/Divulgação/ND

 

 

Lino Sasse/Divulgação/ND

Lionei Sasse/Divulgação/ND

 

 

Mês a mês. Em julho, apresentação da peça “Galantes” pelos alunos da Escola Municipal Pedro Ivo Campos; setembro, a Casa Fleith e, em outubro, a praça Lauro Müller

 

 

Uma cidade moderna
O principal diferencial do calendário, observa Sasse, é conseguir mostrar uma cidade pujante, ressaltando os aspectos da modernidade, da cultura e as atrações turísticas. Para cada edição, Lino e Linei selecionam 30 imagens e submetem a um “júri” composto por outros fotógrafos, publicitários e artistas plásticos.  “É uma forma de garantir que não prevaleça apenas o nosso ponto de vista”, justifica.
Assim como nos anos anteriores, dois temas são obrigatórios: em julho, a dança, que remete ao mês da realização do Festival de Dança e, em novembro, as flores, para marcar a Festa das Flores, os eventos mais importantes do calendário da cidade. E, como nos últimos quatro anos, cada imagem traz um texto assinado pelo historiador Apolinário Ternes.

 

 

 

Rogério Souza Jr/ND
Atrás das lentes. Lino Sasse está prestes a completar 40 anos de profissão

 

 

Publicado em 12/12/13-10:00


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