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Retrospectiva 2016: veja fatos que marcaram a Cultura e também as perdas do ano

De Bob Dylan como Nobel de Literatura à redenção ao filme "Aquarius", passando pela presença feminina na música, marcaram 2016, ano que os fãs se despediram também de muitos ídolos

Dariene Pasternak
Florianópolis
31/12/2016 às 12H57
O anúncio do músico Bob Dylan como Nobel de Literatura surpreendeu - Divulgação/ND
O anúncio do músico Bob Dylan como Nobel de Literatura surpreendeu - Divulgação/ND


Bob Dylan Nobel

2016 coroou Bob Dylan com o Prêmio Nobel de Literatura "por criar novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana". Além de toda a discussão em torno do anúncio, o que mais surpreendeu foi o silêncio do cantor, que agradeceu, semanas depois de forma lacônica o prêmio.

Sônia Braga protagoniza
Sônia Braga protagoniza "Aquarius", longa-metragem que fez trajetórias de festivais e prêmios - Divulgação/ND


Aquarius

O filme de Kleber Mendonça Filho “Aquarius”  que conquistou a crítica especializada, ficou conhecido pelo protesto ao impeachment da presidente Dilma Rousseff durante a estreia do filme no Festival de Cannes. Com Sônia Braga como protagonista, ele ainda rivalizou com “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, à indicação brasileira ao Oscar. O filme sobre Kat e a família Schurmann ganhou a indicação do país, mas não avançou na lista da categoria Melhor Filme Estrangeiro.

Movimento Ocupa MinC também foi forte em Florianópolis - Eduardo Valente/Arquivo/ND
Movimento Ocupa MinC também foi forte em Florianópolis - Eduardo Valente/Arquivo/ND



Ocupa MinC

Resistência contra o impeachment de Dilma Rousseff e contra o governo Michel Temer e a anexação da área da cultura pelo Ministério da Educação, o movimento da classe de ocupar sedes do Ministério da Cultura foi forte em várias capitais e cidades do país. Ocupações duraram mais de 30 dias e foram palco de manifestações artísticas. Em Florianópolis, o movimento ficou no prédio no Largo da Alfândega por 46 dias. Temer voltou atrás e recriou o ministério.

MC Carol brilhou este ano - Divulgação/ND
MC Carol brilhou este ano - Divulgação/ND


Mulheres na música

Não que elas não existissem, mas 2016 elas marcaram presença e ‘lacraram’ em suas áreas. MC Carol, no funk, Karol Conka, no rap, Simone e Simaria, Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, no sertanejo. Elsa Soares bateu ponto com seu disco “A Mulher do Fim do Mundo” na lista do “The New York Times”, Beyonce exaltou o feminismo em “Lemonade”. Liniker – ele e ela – também brilhou. Foi o ano delas.

Gisele Bündchen e seu desfile nas Olimpíada do Rio - Divulgação/ND
Gisele Bündchen e seu desfile nas Olimpíada do Rio - Divulgação/ND



Brilho na Olimpíada

O desfile de Gisele Bundchen na cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio, aliás festa que ninguém acreditou que o Brasil fizesse bonito. Emocionou desde Paulinho da Viola cantando o hino nacional.

Filme bíblico fez grande bilheteria - Divulgação Record/ND
Filme bíblico fez grande bilheteria - Divulgação Record/ND



Os Dez Mandamentos

 “Os Dez Mandamentos” foi o filme com o maior público do ano, segundo os dados oficiais e é o único brasileiro na lista dos mais rentáveis, na quarta posição. O filme é uma transposição, compilada, dos capítulos da novela bíblica exibida na Record TV.

Rolling Stones fez shows da turnê América Latina Olé no Brasil - Ricardo Borges/Folhapress/ND
Rolling Stones fez shows da turnê América Latina Olé no Brasil - Ricardo Borges/Folhapress/ND



Passagem icônica

Rolling Stones (foto), Black Sabbath, Guns N’ Roses, com sua formação original, fizeram turnês pelo Brasil este ano. 2016 ainda celebrou os 100 anos do samba, enraizado em todo o país, e Elis Regina ganhou uma cinebiografia.

2016 também levou muitos ídolos

David Bowie foi a primeira grande perda do ano - Divulgação/ND
David Bowie foi a primeira grande perda do ano - Divulgação/ND



DAVID BOWIE: A morte do astro do rock em 10 de janeiro, apenas dois dias depois do lançamento do álbum “Blackstar” na data em que completou 69 anos, pegou os fãs de surpresa. Fonte constante de inovação, Bowie manteve praticamente em sigilo que lutava contra um câncer.

ALAN RICKMAN:  69 anos, ator britânico especializado em papéis de vilão e que encarnou o professor Severus Snape na saga Harry Potter.

ETTORE SCOLA:  84 anos, cineasta italiano a quem devemos obras como “Um dia muito especial”, ou “Nós que nos amávamos tanto”.

UMBERTO ECO:  84 anos, escritor e filósofo italiano, autor do célebre romance “O Nome da Rosa”.

NANÁ VASCONCELOS: O percussionista Naná Vasconcelos morreu em 9 de março, aos 71 anos.

PRINCE:  O ícone do pop e autor de canções como “Purple Rain” que estabeleceram um antes e um depois no mundo da música, morreu em 21 de abril, aos 57 anos, em sua casa de Minnesota por uma overdose acidental de potentes analgésicos.

O escritor Salim Miguel foi uma das perdas do ano - Marco Santiago/Arquivo/ND
O escritor Salim Miguel foi uma das perdas do ano - Marco Santiago/Arquivo/ND



SALIM MIGUEL:  o escritor Salim Miguel, que morou entre 1927 e 2014 em Santa Catarina, morreu em 22 de abril, aos 92 anos. Em sua trajetória, recebeu inúmeros prêmios, como o Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (2010), pelo conjunto da obra, entre outros. “Nur na Escuridão”, de 1999, rendeu-lhe o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor romance.

CAUBY PEIXOTO:  85 anos, cantor brasileiro, uma das maiores vozes do mundo, famoso por interpretar canções como “Conceição”.

RUBÉN AGUIRRE:  o ator, conhecido por ter interpretado o Professor Girafales no seriado “Chaves”, morreu em 17 de junho, aos 82 anos.

TUNGA: 64 anos, escultor, desenhista e artista performático, considerado um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.

ABBAS KIAROSTAMI:  76 anos, cineasta iraniano, Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1997 por “O gosto da cereja”.

GUILHERME KARAN:  58 anos, ator brasileiro, conhecido principalmente por seus personagens cômicos, como “Zeca Bordoada”, no programa “TV Pirata”, e “Porfírio”, na novela “Meu bem, meu mal”.

HECTOR BABENCO: o cineasta, indicado ao Oscar por  “O beijo da mulher aranha” (1985), morreu aos 70 anos em 13 de julho.

ELKE MARAVILHA: a atriz, apresentadora, jurada de programas de calouros morreu aos 71 anos, em 16 de agosto.

GENE WILDER: o Willy Wonka de “A fantástica fábrica de chocolate” (1971), morreu em 29 de agosto.

DOMINGOS MONTAIGNER: o ator e palhaço morreu em 15 de setembro aos 54 anos. Protagonista da novela “Velho Chico”, ele morreu afogado enquanto mergulhava no rio São Francisco, em Canindé de São Francisco, em Sergipe

LEONARD COHEN:  O poeta e cantor morreu em 7 de novembro aos 82 anos. Assim como Bowie, Cohen lançou o último e aguardado álbum, “You Want It Darker”, semanas antes.

FERREIRA GULLAR:  um dos maiores poetas de sua geração, também ensaísta, crítico de arte, tradutor, biógrafo, morreu em 4 de dezembro, aos 86 anos.

Cantor britânico George Michael morre aos 53 anos - Reprodução Facebook/ND
Cantor britânico George Michael morre aos 53 anos - Reprodução Facebook/ND




GEORGE MICHAEL:  Uma das melhores vozes do pop britânico, primeiro com a dupla Wham! e depois em carreira solo, morreu em sua casa de Londres aos 53 anos, possivelmente no dia de Natal. O intérprete de “Last Christmas” e “Careless Whisper” sofreu durante a carreira com problemas de saúde e com as drogas.

Carrie Fisher morre nesta terça-feira - Divulgação/ND
Carrie Fisher morre no dia 27 de dezembro - Divulgação/ND


CARRIE FISHER:  a princesa Leia da trilogia original de “Star Wars” (1977, 1980 e 1983), cujos filmes se tornaram um fenômeno cultural. Ela morreu aos 60 anos no dia 27 de dezembro, depois de sofrer um infarto.

DEBBIE REYNOLDS: a estrela dos anos dourados de Hollywood, que atuou em cerca de 30 filmes entre 1950 e 1967, entre eles “Cantando na Chuva”(1952), morreu em 28 de dezembro, aos 84 anos.

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