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Médico é preso por abusar sexualmente de pacientes em Florianópolis

Omar César Ferreira de Castro foi preso em seu consultório na manhã desta terça-feira

Colombo de Souza
Florianópolis, Joinville
02/09/2016 às 04H40
Rosane Lima/ND
Omar César Ferreira de Castro chega à 6ª DP

 

O nutrólogo Omar César Ferreira de Castro, 66, foi preso na manhã desta terça-feira (16), em seu consultório, em Florianópolis, e conduzido à 6ª Delegacia de Polícia da Agronômica. Ele é acusado de abusar sexualmente de suas pacientes. A Polícia Civil tem ao menos dez boletins de ocorrência contra o médico denunciando constrangimento sexual, que deram origem a um inquérito policial, por estupro, que tramitou na 3ª Vara Criminal de Florianópolis. A prisão é temporária e válida por 30 dias. O CRM (Conselho Regional de Medicina) pode cassar o registro do médico. 

Segundo uma das mulheres, o médico a dopou para estuprá-la. No dia seguinte, ela retornou ao consultório com um gravador escondido e arrancou a confissão do especialista. Os relatos das vítimas são idênticos nos boletins de ocorrência. Ele se aproxima da paciente, diz que vai deixá-la com um corpo bonito e se aproveita da fragilidade das mulheres para tocar no corpo, nos seios, sempre à força. Ele ainda tenta beijar as mulheres quando a consulta termina.

:: Conselho Regional de Medicina pode cassar registro de médico acusado de abusar de pacientes

 

 Assista ao depoimento do médico

A maioria das reclamações de constrangimento foi arquivada. Um único caso havia se transformado em inquérito policial. Apesar de todas as denúncias na polícia, no Conselho Regional de Medicina não existe nada que desabone a conduta do médico. Ele é, inclusive, considerado um dos melhores no ramo em que atua na Capital e atende mais de 40 pessoas por dia.

Vítimas falaram com o ND

O jornal Notícias do Dia conseguiu conversar com quatro mulheres. Cada uma contou o que passou no consultório médico. Nenhuma delas será identificada nesta matéria. 

"É revoltante o que ocorreu comigo: ir a uma consulta médica, ser dopada e em seguida estuprada é um fato digno de ódio, fúria e raiva. E o pior foi a impossibilidade de esboçar reação, pois como estava dopada tentei tirar as mãos do médico de mim, porém não consegui. Ele me levou para maca. Tudo isso aconteceu sem eu entender o porquê”.

Outra vítima não entende por que o boletim de ocorrência registrado na 6ª DP não se transformou em inquérito policial. “Ele precisa com urgência de tratamento psiquiátrico. As pessoas vão ao seu consultório procurando ajuda e são molestadas por um tarado”. Segundo ela, várias mulheres que trabalham na área de saúde foram abusadas pelo médico, mas têm medo de denunciá-lo porque podem ser perseguidas profissionalmente. Outras ficaram tão constrangidas que passam longe do prédio onde ele tem consultório e sentem vergonha de ir à delegacia.

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