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Segunda-Feira, 05 de Dezembro de 2016
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Fábrica de bijuterias em Biguaçu comercializa peças para toda a região Sul do país

Com apenas seis funcionários, a fábrica produz cerca de 13 mil peças de bijuterias por semana.

Carol Ramos
Biguaçu
Marcelo Bittencourt
Alete tem um representante que viaja o Sul do Brasil com o mostruário das peças

Na hora de produzir o visual, boa parte das mulheres perde alguns minutos em frente ao espelho, combinando bijuterias e demais acessórios, com as cores das roupas eleitas para passar o dia. Mas o que muitas delas nem imagina é o demorado processo de produção que aquele brinco, pulseira, pingente ou colar passou antes de chegar a sua casa. Atentos às necessidades do mercado e à tendência garantida de venda nas quatro estações do ano, os proprietários da Brilho Acessório, em Biguaçu, produzem há dois anos as mais variadas peças em bijuterias.

A fábrica conta com a mão de obra de seis pessoas e produz em média 12 quilos de material por dia, o que semanalmente pode chegar a 13 mil peças de bijus. O processo completo, do molde à separação e embalagem, dura uma semana, sendo que uma das etapas, o banho em prata ou dourado, é terceirizado, feito em São Paulo. “Trabalhávamos antes só com fivelas de cinto e couro, mas vimos que as bijuterias viraram tendência e resolvemos nos dedicar á produção”, diz a empresária Alete Luzia de Oliveira Souza, 49.

Ela, o marido e dois filhos se dedicam exclusivamente à fábrica de bijuterias, que comercializa peças cruas para todo o estado, além de Paraná e Rio Grande do Sul. “Vendemos no atacado aqui na fábrica e para lojas. Meu filho é representante e vende no estado todo. Estamos adaptando o nosso site para começar a vender pela internet, pois tem bastante procura”, diz. Alete planeja até o final do ano dar um passo ainda maior. “Além de produzir as peças, vamos fazer a parte de pedraria, de bordar e vender a bijuteria pronta para ser usada”, conta.

Produção

Marcelo Bittencourt
Matéria-prima da bijuteria é a mistura da fundição de estanho e zamac

Em todas as seis etapas de produção das bijuterias o que não pode faltar é cuidado e atenção. No entanto, cada fase do processo tem características bem distintas. As peças são feitas a partir da fundição de zamac e estanho, passando por processo de molde, limpeza, acabamento e banho. As bijus são comercializadas entre R$ 0,10 e R$ 6, dependendo do tamanho e quantidade a ser negociada.

Os desenhos das bijuterias variam de acordo com a estação do ano, ou seja, o que está na moda. Neste inverno, os mais usados são caveiras, laços, coração e flores. Para o verão, a tendência serão os animais, como dinossauros, corujas, lagartixas, pássaros e aranhas. “Através de revistas e sites olhamos o que tem de mais novo no mercado. Em algumas vezes, o próprio cliente passa para nós o que está na moda”, explica Alete.

Acompanhe as fases do processo de produção das bijuterias.

Molde: uma borracha redonda é usada para fazer o molde das bijuterias. O desenho é cozido na borracha, que serve como modelo para confeccionar milhares de peças.

Injeção: estanho e zamac são fundidos a 450 graus. O líquido é colocado numa máquina de rotação, preenchendo o molde da borracha. A secagem é imediata.

Marcelo Bittencourt
Vibração é a etapa em que as bijus são lavadas e polidas em uma máquina

Vibração: separadas do molde, as peças são colocadas em uma máquina junto a pedras de porcelana e água. As bijus são limpas e polidas.

Seleção: É a parte do controle de qualidade, feito manualmente por duas funcionárias. As peças são revisadas e aquelas que tiverem alguma imperfeição são descartadas.

Marcelo Bittencourt
Banho prateado ou dourado nas bijus é terceirizado, feito em São Paulo

Banho: Esta fase é terceirizada, enviadas por sedex para São Paulo. O beneficiamento ou banho determina a cor da bijuteria, pode ser prateada ou dourada.

Separação: voltando do banho, as peças são separadas por modelo e acondicionadas em saquinhos de 30 ou 50 unidades, prontas para comercialização.

 

Bijus como fonte de renda

Marcelo Bittencourt
Karoline tem a confecção de bijuterias como segunda fonte de renda há quatro anos

Quando a administradora Karoline Wollinger, 28, arriscou fazer as primeiras peças em bijuterias, para uso próprio, não imaginava que a atividade se transformaria na sua segunda fonte de renda. A proprietária “Bunita Biju” compra peças cruas, direto do fabricante, e as borda com pedrarias e strass há pelo menos quatro anos. A concorrência no mercado faz a artesã prezar duas características, o que ela chama de diferencial. “Bom preço e acabamento. Não pode ter peça fora do lugar e com cola sobrando. Também trabalho com preço diferenciado do comércio”, diz Karoline, que vende os brincos entre R$ 8 e R$ 50.

A secretária executiva diz que hoje, o valor arrecadado com a venda das bijuterias representa 40% da renda mensal. “Semanas em que dedico mais tempo produzo até 100 peças, mas também depende dos detalhes e do tamanho da biju”, diz. Karoline conta com a ajuda de quatro meninas para vender o estoque, que chega a 300 peças. “Tem que ter um capital de giro muito grande, por isso, invisto parte do meu salário em bijuterias”, conta a artesã, que leva a segunda profissão como terapia, no tempo vago entre a carreira e os cuidados com o filho Gabriel, de sete meses.

 

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