Publicidade
Quinta-Feira, 23 de Fevereiro de 2017
Descrição do tempo
  • 33º C
  • 24º C

Sem expectativa de entendimento, greve no serviço público continua em Florianópolis

Prazo estipulado pelo Ministério Público para o retorno às aulas termina às 16h desta sexta-feira

Fábio Bispo
Florianópolis
16/02/2017 às 22H44

Com apenas um voto contrário, em uma das maiores assembleias desde o início da greve em Florianópolis, trabalhadores do serviço público municipal mantiveram a paralisação dos serviços, na tarde desta quinta-feira (16), por tempo indeterminado. Eles pedem a revogação das leis aprovadas pela Câmara que alteram o funcionalismo público.

Depois da assembleia, categoria saiu às ruas em protesto - Marco Santiago/ND
Depois da assembleia, categoria saiu às ruas em protesto - Marco Santiago/ND


No entanto, a prefeitura, que chegou a negociar alguns pontos das reivindicações, não aceita revogar os projetos na íntegra, como pede o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal). A próxima assembleia da categoria está marcada para segunda-feira (20).

A Prefeitura de Florianópolis se manifestou por meio de nota. “Lamentamos que as propostas apresentadas para o sindicato não tenham chegado aos servidores e vamos notificar o Sintrasem para que apresentem na íntegra aos servidores”, afirmou. O Executivo também lembrou que termina hoje o prazo do Ministério Público para que servidores retornem ao trabalho, “sob pena de desconto nos salários”.

Após votarem a continuidade da greve, os trabalhadores saíram em caminhada pelo centro de Florianópolis, até chegarem ao Ticen. Outros movimentos sindicais participaram do ato, que contou ainda com a presença da ex-deputada Luciana Genro, dirigente nacional do PSOL.

O presidente do Sintrasem, Alex Santos, afirmou que os trabalhadores não concordarão com outra proposta que não seja a revogação das leis que, segundo ele, retiram direitos dos trabalhadores. “Ficamos surpresos com a divulgação de um rascunho de negociação feito com a prefeitura no sábado e domingo passado. Eles até apresentaram uma minuta com alguns avanços em alguns pontos, mas em outros conseguiram piorar o que já foi aprovado, e nós não aceitamos”, afirmou.

Pela manhã houve outra reunião dirigida pelo Sintrasem com os trabalhadores da Comcap. A expectativa era que os funcionários da Companhia Melhoramentos da Capital também aderissem à greve, mas em votação, a maioria optou por continuar trabalhando.

“Nós queremos que a prefeitura nos mostre onde que as contas do município vão melhorar cortando direitos dos trabalhadores.”

Alex Santos, presidente do Sintrasem 

Prazo para retorno às aulas vence nesta sexta

Nesta sexta-feira (17), quando a greve completa 32 dias, também vence o prazo estipulado pelo promotor Daniel Paladino, que atua como substituto na Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, para o retorno imediato das aulas. O inquérito civil aberto pelo MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina), com foco no atendimento educacional, poderá virar uma ação civil pública, segundo indicou o promotor.

Na quarta-feira, o promotor se manifestou afirmando que o objetivo do inquérito civil não é a legitimidade da greve ou as motivações dos trabalhadores, mas sim que o ano letivo tenha início e que seja apresentado um calendário de reposição das aulas perdidas.

A Prefeitura de Florianópolis e o Sintrasem foram notificados na tarde de quarta, quando começou a contar o prazo estipulado pelo promotor. 

Nenhum direito a menos, mas e os direitos dos cidadãos de Florianópolis?

Editor de Política do ND, Altair Magagnin comentou o assunto para o Jornal do Continente da Record News.

Secretário de Saúde esclarece boatos

Na manhã desta quinta-feira, o secretário de Saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, se reuniu com servidores da pasta para expor aos trabalhadores os efeitos práticos após a aprovação do pacote de medidas de Gean Loureiro. Segundo o município, após a conversa, 75% dos centros de saúde já estariam com as portas abertas.

Conforme afirmou aos trabalhadores, o secretário se comprometeu de que na saúde não haverá redução de carga horária, nem corte da gratificação da ESF (Estratégia da Saúde da Família). “Há muita mentira espalhada. No caso da ESF, por exemplo, a gratificação é do governo federal e nunca houve conversa sobre corte”, afirmou.

Serviços como consultas médicas de emergência, renovação de receitas médicas, farmácia, vacinação e o fornecimento de remédios controlados estariam funcionando em algumas unidades. 

Serviços de saúde em funcionamento, segundo prefeitura

Consultas de emergência

  • Agronômica
  • Barra da Lagoa (quarta, das 8h às 12h)
  • Cachoeira do Bom Jesus
  • Campeche
  • Canasvieiras
  • Coloninha
  • Costeira
  • João Paulo
  • Jurerê
  • Ponta das Canas
  • Prainha
  • Rio Vermelho
  • Sapé
  • Tapera
  • Vila Aparecida

Renovação de receitas

  • Carianos (9h às 11h)
  • Costa da Lagoa
  • Itacorubi
  • João Paulo
  • Lagoa
  • Pantanal
  • Saco Grande
  • Saco Grande
  • Tapera

Farmácia

  • Agronômica
  • Armação
  • Balneário
  • Barra da Lagoa (quarta-feira, das 8h às 12h)
  • Cachoeira
  • Campeche
  • Canasvieiras
  • Carianos (9h às 11h)
  • Centro
  • Coloninha
  • Córrego
  • Costa da Lagoa
  • Costeira
  • Fazenda do Rio Tavares
  • Itacorubi
  • João Paulo
  • Jurerê
  • Lagoa
  • Monte Serrat
  • Pantanal
  • Pântano
  • Ponta das Canas
  • Prainha (8h às 9h)
  • Rio Vermelho
  • Saco dos Limões (8h às 10h)
  • Saco dos Limões (8h às 12h)
  • Sapé
  • Tapera
  • Vargem Pequena
  • Vila Aparecida

Vacinação

  • Balneário
  • Barra da Lagoa (quarta-feira, das 8h às 12h)
  • Campeche
  • Canasvieiras
  • Centro (8h às 12h)
  • Costeira
  • Fazenda Rio Tavares
  • Itacorubi
  • Jurerê
  • Ponta das Canas
  • Prainha (13h às 16h30)
  • Saco Grande (8h às 12h)
  • Tapera
  • Trindade

Remédios controlados

  • Policlínica Norte (segunda, quarta e sexta-feira, das 8h às 17h. Terça e quinta-feira, das 8h às 12h)
  • Policlínica Centro (segunda a sexta-feira, das 8h às 12h)
Publicidade

27 Comentários

  • Maria da Barra
    Absurdo! Greve política comunista! E o direito da cidadania que é a população? E os doentes que adoeceram e sofreram sem atendimento médico obrigatório e garantido pela Constituição Federal? E os medicamentos que não foram retirados para tratamento porque os egoístas servidores públicos municipais estão defendendo uma bandeira chamada PT, PSOL, ESQUERDA LADRA, COMUNIZADORA,OPRESSORA DO DIREITO DO OUTRO? MPSC APARELHADO? SAFADEZA #VERGONHA Desconto o ponto, desconta o dia! Quem paga é minha cidadania! Greve Ilegal! Acorda Floripa! #Vemprarua
    Fabrício B. Aguirre
    Até agora não divulgaram quais os impactos financeiros das medidas...