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Com redução de 4,8% da demanda por energia em SC, horário de verão chega ao fim no domingo

Segundo a Celesc, o valor economizado no Estado equivale a 65,7% da demanda máxima de Florianópolis

Gustavo Bruning
Florianópolis
17/02/2017 às 00H03

Chega ao fim neste domingo (19) a 41ª edição do Horário de Verão, que teve início em 16 de outubro. Moradores das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil deverão atrasar os relógios em uma hora a partir da meia noite. O período, que permitiu que os catarinenses desfrutassem de dias mais longos, resultou na redução de 4,8% na demanda por energia no Estado.

Dias ficam menores a partir deste domingo com relógios sendo atrasados em uma hora - Marco Santiago/ND
Dias ficam menores a partir deste domingo com relógios sendo atrasados em uma hora - Marco Santiago/ND


Os ganhos com o horário de verão anterior no Brasil, segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), chegaram a R$ 147,5 milhões. Essa redução de custo representa valores que não precisaram ser gastos com o despacho de usinas térmicas por questões de segurança elétrica e atendimento à ponta de carga ao longo de quatro meses.

A economia de dinheiro resultante do horário de verão que termina neste domingo será divulgada na próxima semana. O valor não deve ter uma variação maior que R$ 20 milhões em relação ao ano anterior, segundo o MME.

De acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o horário de verão 2015/2016 resultou na redução da demanda na hora de ponta de 640 MW no subsistema elétrico Sul. O valor corresponde a uma redução de 5,1% de suas cargas totais.

A redução em Santa Catarina foi levemente inferior a do horário de verão anterior. Segundo a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), foram reduzidos 165 megawatts (MW) no consumo de energia, enquanto no Horário de Verão 2015/2016 o saldo foi de 175 MW. Este ano, ainda, o valor representa 65,7% da demanda máxima de Florianópolis no horário de ponta noturno (entre 18h e 21h).

Em São José, a redução de 165 MW foi equivalente a 168,6% da demanda máxima da cidade, enquanto em Palhoça corresponde a 266,9%. O destaque fica com Mafra, no Norte do Estado, onde a redução em Santa Catarina é proporcional a 847,3% da demanda municipal.

Eficiência energética

O horário de verão é realizado no Brasil desde 1931, com alguns intervalos. Desde 2008, no entanto, passou a vigorar por meio de um decreto. O objetivo é reduzir a coincidência da entrada da carga de iluminação pública e residencial com a alta demanda da indústria e do comércio. Durante o período, o sol se põe uma hora depois, fazendo com que as pessoas recorram à iluminação artificial com uma hora de atraso.

“É uma ação de eficiência energética. Isso resulta em um equilíbrio melhor na utilização da energia elétrica”, afirma Gustavo Rocha, Chefe do Departamento de Comercialização da Celesc.

O horário de verão, conforme o MME, representa uma redução da demanda nacional, em média, de 4% a 5% e poupa o país de sofrer as consequências da sobrecarga na rede durante a estação mais quente do ano.

Redução da demanda em Santa Catarina

Confira na tabela a comparação do valor de redução na demanda por energia em Santa Catarina no horário de verão 2016/2017 com a demanda de potência máxima de alguns municípios. 

Dados Comparativos – 165 MW

Municípios

MW

Comparação

Número de UC's

Florianópolis

251,2

65,7%

242.280

São José

97,9

168,6%

106.938

Palhoça

61,8

266,9%

83.452

Blumenau

199,0

82,9%

145.832

Joinville

459,2

35,9%

219.553

Lages

64,2

257,1%

66.381

Videira

46,5

354,7%

21.853

Concórdia

55,7

296,0%

33.163

Jaraguá do Sul

120,0

137,5%

67.084

Joaçaba

21,8

758,1%

13.867

Criciúma

99,4

166,1%

72.447

São Miguel d'Oeste

20,9

789,8%

18.548

Tubarão

55,5

297,4%

35.104

Rio do Sul

35,2

469,2%

28.820

Mafra

19,5

847,3%

23.758

São Bento do Sul

45,7

360,9%

32.743

Itajaí

124,8

132,2%

87.992

Chapecó

122,6

134,6%

88.170

 

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1 Comentário

  • ROBERTO COPETI
    Outra besteira que não funciona, pura e simplesmente...
    A quantidade de energia que seria economizada no horário de verão é relativamente pequena porque o simples deslocamento da faixa horária de pico não significa uma economia expressiva no dia inteiro.
    A diferença é na capacidade energética que precisa estar funcionando para atender à população, a chamada "demanda de ponta". Ou seja, poupa o esforço extra das usinas que estão ativas para garantir que, ao ligar o interruptor em casa, a luz irá acender.
    A curva de demanda diária tem um pico no final do dia, como você empurra o fim e usa mais a luz solar, ele é mais baixo, ou seja, você precisa acender menos as termelétricas e é essa economia que culmina na economia de 4,5% no horário de maior consumo.
    Mas, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), agora há um problema adicional: o horário de pico de energia no país está se deslocando para as 15h devido ao uso elevado do ar-condicionado, o que provoca uma sobrecarga no sistema de energia à tarde. Assim, adiantar o relógio em um hora não adianta nada.
    Nos Estados Unidos, essa mudança do consumo já transformou o lucro gerado pelo horário de verão em prejuízo. Mas por aqui....