Santa Catarina registra primeiro caso autóctone da dengue

Uma mulher de 48 anos contraiu a doença em Chapecó, no Oeste. Até então, todos os casos registrados constraíram a dengue em outros estados

Emanuelle Gomes
Emanuelle Gomes
Jornalista (formada pela UEPG), repórter de Cidade do ND, apaixonada pela profissão


Florianópolis

Santa Catarina deixou de ser o único estado do país sem registros de casos autóctones da dengue, ou seja, contraídos no próprio território. A situação preocupa o Governo do Estado. Na sexta-feira, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou o primeiro contágio na cidade de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A moradora, de 48 anos, não viajou recentemente a locais com focos da doença, o que confirma que contraiu a dengue dentro do município.

Segundo último relatório da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), o número de casos notificados no Estado de dengue entre janeiro e fevereiro deste ano já é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado: passou de 30, em 2012, para 172, em 2013. Desde o início do ano até 14 de abril, 157 casos já foram confirmados no Estado, sendo que Florianópolis tem 26 casos, Joinville 18 casos e Chapecó seis casos confirmados. Até quinta-feira, a SES afirmava que todos os pacientes tinham contraído a doença em outros estados do Brasil.

O número de focos do mosquito Aedes aegypti também surpreende. No ano de 2012 inteiro foram registrados 1.268 focos. Nos primeiros meses de 2013, até abril, já foram 1.611 registros. O maior número de focos está justamente na cidade de Chapecó, que, de acordo com últimos dados divulgados em relatório da Dive do começo do ano até 14 de abril, chega a 770. Até março, o município tinha 618 focos, situação que comprova o estado de alerta que se instalou em Santa Catarina.

Ajuda da população

Segundo assessoria de imprensa da SES, as secretarias de Saúde de Chapecó e do Estado estão intensificando os trabalhos de eliminação de recipientes que possam acumular água e estruturação de atendimento médico aos possíveis casos de contaminação. Porém, os agentes de saúde não conseguem ser eficazes sem o engajamento da população.

Por isso, a SES orienta a população no sentido de eliminar qualquer recipiente que acumule ou possa acumular água - sobretudo as caixas-d’água, que devem estar vedadas; as calhas, que, quando sujas, impedem a passagem da água e fazem com que o líquido se acumule; além de vasos de plantas e pneus. “Somente o envolvimento de toda a sociedade catarinense pode eliminar a circulação viral”, disse a nota.

Medidas para evitar a proliferação do mosquito

- Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos.

- Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios.

- Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água. Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas.

- Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana.

- Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas. Em bromélias, utilizar jato forte de água na axila das folhas a cada dois dias.

- Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.

- Os locais mais prováveis para que a fêmea coloque os ovos são os que ficam à sombra e com água limpa.

 

 

 

Publicado em 14/04/13-12:43