Sindicato aceita proposta e termina a greve dos servidores municipais em Florianópolis

O sindicato aceitou receber um aumento um pouco menor em relação ao solicitado

Leonardo Thomé
Leonardo Thomé


Florianópolis

Em assembleia na tarde de sexta-feira (18), o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) decidiu encerrar a greve dos servidores municipais de Florianópolis, que teve início em 2 de março. Em decisão apertada, 60% dos cerca de 3.000 servidores que participaram do ato decidiram pelo fim da paralisação. O sindicato, que pedia entre outras coisas, o aumento de 10% de acordo com a reposição inflacionária, aceitou receber um aumento menor, que ficou em 6%, divididos em quatro parcelas de 2% em maio, 2% em outubro, 1% em fevereiro de 2017 e 1% em abril de 2017. Os trabalhadores devem retornar ao serviço na segunda-feira.

Além do aumento de 6% parcelado em quatro vezes, os servidores conquistaram reposição de R$ 1,50 no auxílio-alimentação - que passou de R$ 17 para R$ 18,50 -, de R$ 1,00 no auxílio-lanche – que passou de R$ 14,50 para 15,50, pagos de acordo com a quantidade de dias úteis trabalhados no mês, excetuando-se tão somente a licença para tratamento de saúde do próprio servidor. Também foi negociada a adequação da Lei Complementar n. 503, de 2014, enquadrando os ocupantes do cargo de Auxiliar de Sala na Classe Técnico da tabela salarial, sendo que os efeitos financeiros serão parcelados conforme determinam os artigos 36 e 37, do PCCV.

“Avançamos em cláusulas importantes e o resultado beneficiará milhares de servidores. O reconhecimento do trabalho do servidor e a valorização dele devem refletir diretamente na melhoria da prestação dos serviços à população. Desta forma, quando existe consenso em uma negociação como esta, todos saem ganhando”, lembrou Ivan Grave, secretário de Administração, para quem a negociação foi exitosa e “ficou dentro da atual realidade financeira do Município de Florianópolis.”. Prefeitura e sindicato acertaram ainda a reposição de metade dos dias parados no salário dos servidores que haviam aderido à greve.

O ND ligou para Alex dos Santos, presidente do Sintrasem, mas ele não pôde conversar com a reportagem.

Publicado em 18/03/16-17:19