Servidores de São José continuam em greve

Adesão nesta quinta-feira, segundo dia de paralisação, chegou perto dos 70%, disse sindicato

Leonardo Thomé
Leonardo Thomé


Florianópolis

Os grevistas que atuam nos serviços municipais de São José continuam sem previsão de retorno às atividades. A paralisação foi anunciada nessa quarta-feira (2) após assembleia. Entre os principais pontos da pauta de reivindicações para a data-base 2016 está a reposição salarial da inflação (11,3%) e a volta do diálogo sobre o auxílio alimentação. Assim que foi declarada a greve, a prefeita Adeliana Dalpont anunciou que não irá negociar enquanto o movimento grevista não voltar ao trabalho.

A greve afeta diversos serviços. Na área da saúde, a prefeitura afirmou que não há nenhuma unidade fechada e que dos cerca de 1.100 servidores, cerca de 70 pararam.

Ainda segundo a prefeitura, na educação infantil, cerca de 60% está funcionado de forma parcial, nas escolas 70% estão funcionando parcialmente e duas tiveram adesão total dos servidores: a escola Altino Flores e Escola do Mar.

O município alega dificuldades financeiras para bancar a reposição e a prefeita mantém a posição de não abrir nenhuma mesa de negociação enquanto houver greve.

Pelo balanço do Sintram-SJ (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de São José), o movimento grevista está perto de alcançar 70% de adesão, inclusive com aumento na saúde, onde segundo o sindicato quatro postos de saúde da cidade estão totalmente fechados.

O Sintram-SJ ainda afirma que a vigilância sanitária e a vigilância epidemiológica vão aderir ao movimento a partir desta sexta (4).

“A prefeita mantém a posição de não negociar, e enquanto ela não dialogar a tendência é de que a greve só cresça, pois temos reparado a cada dia o aumento na adesão ao movimento”, disse Marcos Aurélio dos Santos, vice-presidente do Sintram-SJ.

Publicado em 03/03/16-19:32