Troféu Manezinho da Ilha será entregue nesta quinta-feira em Florianópolis

Festa que premia personalidades da capital completa 25 anos

Paulo Clóvis Schmitz
Paulo Clóvis Schmitz


Florianópolis

Divulgação/ND
Aldírio Simões Troféu Manezinho da Ilha Florianópolis
Aldírio Simões, criador do troféu, entrevista o ex-prefeito Edison Andrino no programa “Bar Fala Mané”

 

Uma festa já tradicional em Florianópolis completa 25 anos nesta quinta-feira. A partir das 20h, no Iate Clube Veleiros da Ilha, na Prainha, 19 personalidades e uma instituição receberão o Troféu Manezinho da Ilha, outorgado a pessoas ou entidades que contribuem para a preservação e valorização da cultura e do modo de vida da cidade. Criada em 1987 pelo carnavalesco Aldírio Simões, a homenagem acontece no Dia Municipal do Manezinho e tem, mais uma vez, o apoio da RIC Record e do Notícias do Dia.

Entre os premiados estão o diretor presidente do Grupo RIC, Mário Gonzaga Petrelli, e o jornalista Carlos Damião, colunista do ND. A instituição homenageada é a galeria da velha-guarda da escola Protegidos da Princesa, e os prêmios honorários serão concedidos ao economista Affonso Ghizzo Neto e ao comandante geral da PM/SC, Nazareno Marcineiro.

Manezinho é o termo popularmente utilizado para designar os nativos de Florianópolis, mas também pode se estender aos que nasceram nos municípios vizinhos e a figuras de fora que, residindo na região, incorporam o “espírito” mané. O sentido pejorativo da expressão, vigente nos tempos em que os moradores do interior da Ilha eram motivo de chacota por seus modos e falares, ficou para trás. Hoje, muitos moradores se orgulham dessa condição. O próprio tenista Gustavo Kuerten, três vezes vencedor em Roland Garros, se atribuiu o título de manezinho.

OS PREMIADOS

Lista dos manés que serão condecorados no Veleiros da Ilha

Instituição

Galeria da velha-guarda da escola de samba Protegidos da Princesa – Fundada em 2001, desenvolve projetos de inclusão social, solidariedade humana, lazer e entretenimento na comunidade onde a escola está inserida.

Honorários

Affonso Ghizzo Neto – Advogado, professor, promotor de Justiça e autor de três livros, é o coordenador estadual da campanha “Oque você tem a ver com a corrupção?”

Nazareno Marcineiro – Comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina.

Manezinhos

Alzemiro Lídio Vieira – Um dos primeiros servidores da UFSC (é o funcionário número 11), se destaca como poeta, escritor, ator e artista plástico. É autor de cinco livros.

Carlos Antonio da Silva – Ex-vereador e empresário, já foi diretor geral da Imprensa Oficial do Estado. Conhecido como “Carlinhos da Gráfica Natal”.

Carlos César Vieira – Funcionário do Hospital Infantil Joana de Gusmão, sempre teve atuação destacada como carnavalesco, vinculado à escola Consulado do Samba.

Carlos Damião – Jornalista, atuou em “O Estado”, “Jornal de Santa Catarina” e “A Notícia”. Passou pela TV O Estado (atual RIC TV) e rádio Guarujá. Hoje está na rádio Record e é colunista do jornal Notícias do Dia. Publicou quatro livros de poesia.

Daniel Barreto – Ex-professor do Instituto Estadual de Educação e da UFSC, foi um mestre para várias gerações de catarinenses. Trabalhou no MEC e foi secretário-adjunto da Casa Civil nos governos Jorge Konder Bornhausen e Henrique Córdova.

Jamil Cherem Schneider – Médico, trabalha na clínica Prevencordis, Instituto de Cardiologia e SOSCárdio. É também professor da Unisul.

João Nilson Zunino – Médico, foi professor da UFSC e chefe de patologia clínica do Hospital Florianópolis. É diretor do laboratório médico Santa Luzia e presidente do Avaí F. C.

João Ramos dos Santos – Conhecido como João do Balaio, ainda está próximo das lides da roça e orgulha-se de viver das coisas da terra. Dificilmente sai do Ribeirão da Ilha.

Jorge Mussi – Advogado, é ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Foi procurador-geral do município de Florianópolis e presidente do Tribunal de Justiça do Estado.

Manoel Hercílio Marciano – Nativo da Barra do Sambaqui, é conhecido como Deca Marciano e sempre se dedicou a trabalhos comunitários e às festas religiosas da comunidade. Diz conhecer muitas histórias de bruxas e lobisomens.

Marcela Silva – Ex-jogadora de handebol e campeã catarinense de skate, é proprietária de uma barraca de espetinhos que faz sucesso em todos os jogos do Figueirense no estádio Orlando Scaperlli, onde atende a uma clientela de torcedores do Alvinegro.

Mário Gonzaga Petrelli – Formado em Direito, atuou na imprensa de Curitiba e se tornou um destacado empresário de rádio, televisão e jornal. Dedicou-se também ao ramos dos seguros e é presidente do grupo RIC – Rede Independência de Comunicação.

Osni Lisboa – Dentista, presidiu o Conselho Regional de Odontologia e a Associação Brasileira de Odontologia. Jogando pelo Avaí, foi artilheiro e campeão catarinense de 1952.

Osvaldino Campos – Começou a vida profissional como pescador e aposentou-se como funcionário da UFSC. Conhecido como Barriga, ainda pesca e é uma das figuras mais conhecidas do bairro Abraão.

Padre José Edgard de Oliveira – Ordenado sacerdote em Azambuja, em 1958, exerce hoje as atividades de assistente religioso dos escoteiros e capelão do mosteiro das Irmãs Carmelitas em Forquilhinha, São José.

Vera Lúcia Rodrigues – Destacou-se pelo trabalho de aproximação do Figueirense com as comunidades da Grande Florianópolis, ajudou a criar e depois presidiu o Ifas (Instituto Figueirense de Assistência Social).

Wagner do Amaral Segura – Violonista, arranjador, compositor e grande divulgador do chorinho, integrou conjuntos musicais. Apresentou-se no Projeto Pixinguinha e acompanhou músicos como Arthur Moreira Lima e Altamiro Carrilho.

Publicado em 31/05/12-15:44

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