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D'Ale chora com gols e vive emoção: 'Só vai cair a ficha quando sair do Inter

Meia argentino marcou os dois da vitória por 2 a 1 sobre o Peñarol, na reabertura do Beira-Rio. Além disso, disse que não havia planejado homenagem para Índio

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Divulgação

Claudiomiro, Gilson Porto e agora D'Alessandro. Sâo os nomes marcados na história do Internacional. Os dois primeiros pelos gols na inauguração do estádio, há 45 anos. O argentino pelos dois gols marcados na vitória sobre o Peñarol, neste domingo, que marcaram a reabertura da casa colorada. Um sentimento diferente no coração do ídolo, que chorou ao marcar o primeiro gol, de falta.

A partida mal tinha iniciado. Aos três minutos, D'Ale foi para cima da marcação com o já tradicional La Boba. Aplicou em cima do rival uruguaio e foi derrubado na meia direita. Bateu com perfeição a falta para fazer o primeiro gol após a reabertura oficial. No primeiro jogo do estádio, contra o Caxias, para 10 mil pessoas, Fabrício havia feito.

- O cara não acredita. Mas em um jogo tão importante, em uma data tão importante para o clube, não vou mentir que não tinha vontade de fazer o gol hoje. Todo mundo, se perguntar, para cada um dos atletas, todos queriam. Naquele jogo com o Caxias e hoje. Tinham guardado algo para mim hoje. Não é à toa o que aconteceu comigo. Passa muita coisa pela cabeça, minha família, meu pai, minha mãe, meu irmão, que não conseguiram vir nesta semana, minha esposa, meus filhos. É uma mescla de muitos sentimentos, muita emoção. E pelo que vivi no clube, já falei uma vez, vai cair a ficha só quando sair do Inter, de tudo o que eu vivi aqui e tudo o que eu conquistei, dos momentos emocionantes que vivi aqui - disse o meia.

O camisa 10 viveu outro momento especial na tarde deste domingo. Foi até o zagueiro Índio, quando ele entrou em campo no segundo tempo, e colocou a braçadeira de capitão no veterano, visto como um dos maiores ídolos do Inter. O jogador depois faria uma volta olímpica no estádio com a taça do amistoso e choraria pelo carinho recebido da torcida colorada.

- Foi espontâneo, não tinha pensado nisso. Não sabíamos que ia jogar todo mundo, eu podia ter saído antes. Não era pensado. Mas quando ele entrou eu pensei que ele merecia, não por parte de mim, do grupo, o reconhecimento. É um cara muito simples, tem humildade. Sabemos da vida que ele teve, uma vida de esfoço e dedicação, muito trabalho. Merece tudo e muito mais. O que podemos fazer, fizemos - comentou o argentino.


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Publicado em 06/04/14-19:57.