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Brasão, das partidas de futsal em troca de cestas básicas a candidato à artilharia do Catarinense

Autor de dois gols na vitória do Atlético de Ibirama sobre o Avaí, atacante quer deixar de ser o "patinho feio" e brigar por vaga no quadrangular

Matheus Joffre
Matheus Joffre
Repórter de Esporte do jornal Notícias do Dia.


Florianópolis

Quem foi ao estádio Hermann Aichinger, no domingo, esperando ver uma atuação de gala de Marquinhos, um golaço de falta de Cleber Santana ou ainda uma arrancada e uma patada de Eduardo Costa não viu na disso. Mas viu um gol de oportunismo do atacante Brasão no primeiro tempo e outro golaço do camisa nove do Atlético de Ibirama na etapa complementar, que assumiu a artilharia do Campeonato Catarinense com dois gols nesta primeira rodada.

“Ainda é muito cedo para pensar em artilharia, mas é bom começar assim, no topo. O difícil é se manter. Mas não foi o Brasão que ganhou o jogo, mas o coletivo. A equipe toda está de parabéns. Nosso grupo é muito bom, o treinador. Entramos na competição como o patinho feio, mas vamos tentar mudar isso e conseguir uma vaga no quadrangular”, afirmou o candidato a goleador.

Ivan Fiel da Silva, o Brasão, 30, como todo boleiro começou no futebol ainda menino. Nascido na periferia de São Paulo, aos oito anos, jogava futsal pelo Rolamento Scheifer em troca de cesta básica para ajudar a família. Dentro de casa, também tinha o maior fã, o irmão Beto Loco, três anos mais velho, que morreu em 2012. “Meu irmão era o meu maior fã. Se ainda tivesse vivo, estaria fazendo festa até agora depois do jogo de ontem [domingo], contou.

O apelido foi colocado pelo pessoal do bairro. Começou Brasinha, virou Brasão. E Brasão correu o mundo com seu futebol. Foi ídolo no Santa Cruz, atuou por Atlético-GO e Atlético-PR e teve passagens pela Índia e pelo Vitória de Setúbal, de Portugal. Em Santa Catarina, jogou por Navegantes, Guarani de Palhoça, Camboriú e estava no Inter de Lages na temporada passada.

Outras marcas registradas são a comemoração à la Hulk e carregar as fotos dos filhos Lyssendra Laura, 8, e Miguel Brasão, 2, entre o meião e caneleira em todos os jogos. “Eles estão sempre comigo”, revelou.


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Publicado em 28/01/14-08:00.