Publicidade
Domingo, 26 de Fevereiro de 2017
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 22º C

Retrospectiva 2016: Impeachment de Dilma e posse de Temer marcam ano na política nacional

Operação Lava Jato, prisões de poderosos e disputa entre Poderes também resumem período de crise institucional

Edição: Altair Magagnin
Florianópolis
31/12/2016 às 12H23

4 de março. Ex-presidente Lula é conduzido coercitivamente à sala da PF no aeroporto de Congonhas. Prestou depoimento sobre sua suposta participação no esquema de fraudes na Petrobras. A decisão do juiz Sergio Moro gerou manifestações de protesto e de apoio ao ex-presidente.

Ex-presidente Lula é conduzido coercitivamente - Marcos Bizzotto/Raw Image/Folhapress
Ex-presidente Lula é conduzido coercitivamente - Marcos Bizzotto/Raw Image/Folhapress/ND



16 de março. Em meio a rumores sobre a possibilidade de prisão de Lula, Dilma nomeia o ex-presidente ministro da Casa Civil. No mesmo dia, Sergio Moro divulga gravação de uma conversa em que Dilma avisa a Lula que enviava a ele o termo de posse para que usasse “em caso de necessidade”. No dia seguinte, Lula toma posse, suspensa um dia depois.

 

 Dilma nomeia o ex-presidente ministro da Casa Civil - Roberto Stuckert Filho/Divulgação/ND
Dilma nomeia o ex-presidente ministro da Casa Civil - Roberto Stuckert Filho/Divulgação/ND



17 de abril. Em sessão que durou quase 10 horas, num domingo, a Câmara aceitou o pedido de impeachment de Dilma. Foram 367 votos a favor, 137 contra e 7 abstenções pelo parecer favorável ao afastamento. Desfecho ocorreu após três meses de debates em comissão especial. 

Câmara aceitou o pedido de impeachment de Dilma - Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND
Câmara aceitou o pedido de impeachment de Dilma - Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND



12 de maio. Após uma madrugada de discussões, por 55 votos a favor e 22 contra, o Senado aceita a denúncia. Dilma é afastada do cargo e o vice-presidente Michel Temer assume a Presidência interinamente por 180 dias, até a votação final. No mesmo dia, Temer deu posse a novos ministros. 

Senado aceita a denúncia, Dilma é afastada - Marcos Oliveira/Agência Senado/ND
Senado aceita a denúncia, Dilma é afastada - Marcos Oliveira/Agência Senado/ND



5 de julho. Assembleia catarinense cria o Fundo de Apoio aos Hospitais Filantrópicos. Em 9 de agosto, o total depositado chegou a R$ 106,5 milhões, em recursos economizados durante 2015 pelo Poder Legislativo. Dinheiro pagou procedimentos pendentes e reativou cirurgias eletivas. 

Assembleia catarinense cria o Fundo de Apoio aos Hospitais - Agência AL/ND
Assembleia catarinense cria o Fundo de Apoio aos Hospitais - Agência AL/ND



31 de agosto. O então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, comanda a sessão em que 61 senadores votam pelo afastamento de Dilma e 20, contra. A votação foi fatiada entre o impeachment em si e a perda dos direitos políticos por oito anos. Na segunda votação, o quórum foi insuficiente para impedir Dilma de exercer cargos públicos. No mesmo dia, Temer assume definitivamente a Presidência. 

Temer assume definitivamente a Presidência - Beto Barata/Divulgação/ND
Temer assume definitivamente a Presidência - Beto Barata/Divulgação/ND



2 de outubro. Eleitores de todo o Brasil vão às urnas para escolher prefeitos, vice e vereadores. Na Grande Florianópolis, prefeitos Adeliana Dal Pont, Camilo Martins e Ramon Wolinger são reeleitos para administrar São José, Palhoça e Biguaçu. Florianópolis, Joinville e Blumenau escolheram seus prefeitos em segundo turno, dia 30. Na Capital, Gean Loureiro derrotou Angela Amin, em uma virada na última parcial da apuração. 

Eleitores de todo o Brasil vão às urnas para escolher prefeitos - Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND
Eleitores de todo o Brasil vão às urnas para escolher prefeitos - Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND



19 de outubro. Ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que perdeu o foro privilegiado após ter o mandato cassado, é preso preventivamente em Brasília, sob acusação de receber propina de contrato de exploração de Petróleo na África e de usar contas na Suíça para lavar dinheiro. 

Eduardo Cunha é preso após ter mandato cassado - Lula Marques/AGPT/ND
Eduardo Cunha é preso após ter mandato cassado - Lula Marques/AGPT/ND



16 de novembro. Foram presos dois ex-governadores do Rio de Janeiro. No dia 16, Anthony Garotinho, sob suspeita do uso de programa social para compra de votos. Um dia depois de Garotinho, seu sucessor no governo, Sérgio Cabral foi preso na Calicute, desdobramento da Lava Jato. 

Garotinho preso sob suspeita do uso de programa social para compra de votos - Vladimir Platonow/Agência Brasil/ND
Garotinho preso sob suspeita do uso de programa social para compra de votos - Vladimir Platonow/Agência Brasil/ND



24 de novembro. Ministro da Cultura, Marcelo Calero, pede demissão e acusa o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, de pressioná-lo para mudar uma decisão do Iphan, contrária à construção de um edifício em Salvador, no qual Geddel comprou um apartamento. Articulador político do governo, Geddel pediu exoneração. 

Marcelo Calero (à dir.) pede demissão e acusa Geddel Vieira Lima de pressão - Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND
Marcelo Calero (à dir.) pede demissão e acusa Geddel Vieira Lima de pressão - Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND



5 de dezembro. Ministro Marco Aurélio, do STF, concede liminar para afastar Renan Calheiros da presidência do Senado, por ele ter se tornado réu em ação na Corte. A justificativa é que réus não podem ocupar a linha sucessória da Presidência. Renan nega-se a receber a notificação judicial. Dois dias depois, por 6 votos a 3, o plenário do STF rejeita o afastamento de Renan, mantendo-o no cargo, mas sem direito de ocupar a Presidência da República. 

Renan fica no cargo, mas sem direito de ocupar a Presidência da República - Lula Marques/AGPT/ND
Renan fica no cargo, mas sem direito de ocupar a Presidência da República - Lula Marques/AGPT/ND



19 de dezembro. Acordos de delação premiada de 77 executivos da Odebrecht são enviados ao STF. Os documentos estão trancados em uma sala-cofre. Cabe ao ministro Teori Zavascki decidir pela homologação dos depoimentos. O ministro informou que vai trabalhar durante o recesso para analisar os depoimentos.

Teori Zavascki informou que vai trabalhar durante recesso para analisar delações da Odebrecht - Nelson Jr./Divulgação/ND
Teori Zavascki informou que vai trabalhar durante recesso para analisar delações da Odebrecht - Nelson Jr./Divulgação/ND



Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade